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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou, nesta segunda-feira (24/8), a ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um repórter do jornal O Globo, no domingo (23/8). Adversário político de Bolsonaro, o tucano disse que o chefe do Executivo não vai “afrontar a democracia”.

“Presidente, como governador de São Paulo, tenho a obrigação de dizer, como filho de um deputado cassado pela ditadura, que nem o senhor nem ninguém vai afrontar a democracia do Brasil, vai amedrontar e emparedar jornalistas e veículos de comunicação sérios do nosso país. A democracia, presidente Bolsonaro, é mais forte que o senhor, já resistiu a outras ameaças e vai resistir a você também”, declarou Doria, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Neste domingo, ao ser questionado sobre os depósitos feitos pelo amigo Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na conta bancária da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente afirmou a um jornalista que tinha vontade de “encher a boca [do repórter] com uma porrada”. Sem responder à pergunta, Bolsonaro ainda o chamou de “safado”.

A pergunta do repórter referia-se a uma reportagem da revista Crusoé, que revelou, neste mês, que Queiroz fez outros depósitos em cheque na conta de Michelle. Ao todo, o ex-assessor Queiroz e a mulher dele, Márcia Aguiar, repassaram R$ 89 mil para a conta de Michelle entre 2011 e 2016.

Em nota, o jornal O Globo repudiou a atitude do presidente e afirmou que “tal intimidação mostra que Bolsonaro desconsidera o dever de qualquer servidor público, não importa o cargo, de prestar contas à população”. Entidades jornalísticas e políticos da oposição também criticaram a postura do presidente da República. Com informações de Metrópoles.


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