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Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) publicou, na noite da quinta-feira 22, um vídeo em seu Twitter ofensivo ao presidente da França, Emmanuel Macron. Nele, o youtuber Bernardo P Küster chama Macron de “completo idiota” ao comentar protestos populares no país europeu.

Eduardo escreveu que o vídeo é um “recado a Macron” no mesmo dia em que seu pai, o presidente da República, acusou o chefe de Estado francês de ser “sensacionalista” e “colonialista”. Os ataques foram uma reação à medida anunciada por Macron mais cedo, de  de levar a questão dos incêndios na Amazônia à reunião de cúpula do G7, que se dará neste fim de semana.

O deputado parte em apoio do pai na mesma época em que seu nome está em evidência como postulante a se tornar embaixador brasileiro em Washington, nos Estados Unidos – indicação defendida por Bolsonaro, mas criticada sob alegação de nepotismo e despreparo de Eduardo para o cargo. A nomeação deverá ainda passar por aprovação do Senado para ser aprovada.

As falas de Eduardo e Jair Bolsonaro reforçam o embiate entre o governo brasileiro e Macron em torno das questões de meio ambiente e de mudança do clima – atrito que pode contaminar as áreas de negócios e investimentos facilmente. Ataques mútuos surgiram na reunião de cúpula do G20, em junho passado no Japão. Macron ameaçara não assinar o tratado de livre comércio Mercosul-União Europeia — ainda em finalização na ocasião — se o Brasil abandonasse o Acordo de Paris.

Ambos se encontraram e conversaram informalmente no mesmo dia, momento em que o brasileiro ironicamente convidou o francês a visitar a Amazônia para checar o desmatamento. Mas tarde, o acordo comercial foi concluído e trouxe a cláusula de compromisso com o Acordo de Paris.

No mês passado, o presidente brasileiro cancelou na última hora uma audiência com o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Yves Le Drian, e foi cortar cabelo. Não contente, postou no Facebook as imagens para reforçar seu descaso a Le Dryan. Mais tarde, Bolsonaro queixou-se do fato de Le Dryan ter visitado no Brasil organizações não governamentais ambientalistas.

Nos seus textos, Bolsonaro desconheceu o fato de que a europeia França é também um país amazônico, uma vez que um de seus territórios ultramarinhos é a Guiana Francesa, na fronteira norte do Brasil. Como tal, também sujeita a incêndios florestais vindos ou não do Brasil. (veja.com)


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