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O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, classificou como um “abuso” o fato de ter sido informado pela Polícia Federal no início da manhã desta terça-feira, 5, sobre um depoimento que deveria prestar ao órgão. A PF foi até a residência do senador, em Brasília, chamá-lo para prestar esclarecimentos em uma investigação da qual é alvo.

“Eu acho que, para que eu fosse notificado de um agendamento de oitiva, não precisava ser às 7 horas da manhã, podia ser a qualquer momento. Eu tenho local certo e conhecido, não só em Brasília, como no meu Estado”, disse o senador. “Não sou daqueles que respondem de forma desequilibrada, mas creio que este é um dos abusos que nós precisamos evitar no Brasil.” Os advogados, afirmou Braga, buscarão uma reparação na Justiça. A defesa, alegou, ainda não teve acesso à decisão judicial que autorizou o depoimento.

Pela manhã, o secretário-adjunto da Mesa Diretora do Senado, José Roberto Leite de Matos, assinou um documento certificando compromissos de Braga no Senado e citando uma regra do Código Penal determinando que senadores sejam ouvidos em data e local previamente agendadas pelo parlamentar e o juiz.

A operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Edson Fachin nesta terça-feira, 5, integra um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal a partir das delações premiadas do executivo Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais o Grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

(Com Estadão Conteúdo)


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