Anderson do Carmo, Misael e Flordelis (Reprodução)
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O vereador Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, responsável por acusar a mãe afetiva Flordelis de ter sido a mandante da morte de Anderson do Carmo, diz acreditar que foi manipulado e passou por uma lavagem cerebral na casa da deputada. Após a denúncia, ele rompeu com a mãe afetiva e voltou a se aproximar da família biológica.

“Hoje, tenho 42 anos e acredito que ela me manipulou, foi uma lavagem cerebral. Eu tinha 12 anos de idade quando cheguei na casa. Acreditava que estava fazendo o certo, ajudando com as crianças, pegando doações na rua. Me envolvi. Eu não percebia que havia essa manipulação. Fui criado tendo uma gratidão por tudo que ela tinha feito por mim. Eu fazia tudo para agradá-la”, disse Misael em sua primeira entrevista após Flordelis virar ré pelo assassinato, ao jornal O Globo.

“Quem ficou do lado dela não falou a verdade. Foram manipulados. Eu falei o que sabia, entreguei meu celular na delegacia. Ela não contava com isso, que eu me posicionaria dessa forma”, continuou.

Misael conta ainda que tentou alertar o pai afetivo, Anderson do Carmo, de que a deputada planejava seu assassinato. Cheguei a falar com ele a possibilidade de ela estar envolvida, mas ele não acreditava”, conta. “Ele estava cego. Era Deus no céu e ela na terra. O pastor amava muito ela”, afirma.

Em depoimento à Polícia Civil, Misael contou ainda que foi ameaçado pela mãe após ter prestado depoimento contra ela. O vereador relatou aos policiais que recebeu mensagens dela no WhatsApp. De acordo com ele, Flordelis “o ameaçou dizendo que mandaria seus irmãos atrás dele e que ela só não o encontraria se o mesmo saísse do país”. (Revista Fórum)


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