Em frente a delegacia, o professor Juarez Xavier mostra a camisa ensangüentada pelos golpes que recebeu (Foto: Reprodução/TV TEM)
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O professor Juarez Xavier, 60, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) militante do movimento negro foi esfaqueado e afirmou ter sido chamado de “macaco” em Bauru na quarta-feira (20), Dia da Consciência Negra. O autor do crime foi indiciado pela polícia.

Juarez Xavier, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação do campus de Bauru e assessor da pró-reitoria de extensão universitária e cultura, foi agredido com um canivete no estacionamento de um supermercado na avenida Nações Unidas, na cidade do interior paulista, por volta das 16h da quarta.

Conforme relatos de testemunhas, o autor, que estava no estacionamento quando Xavier chegou ao local, apontou um objeto ao docente, o ofendeu e os dois começaram a brigar. Foi quando Xavier foi atingido por golpes de canivete no ombro e num dos braços. O caso foi registrado como injúria e lesão corporal e o autor do crime foi indiciado pela polícia.

Xavier foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) Geisel, enquanto as testemunhas seguraram o autor até a chegada da Polícia Militar. O canivete usado para atingir o docente foi apreendido e enviado para perícia do IC (Instituto de Criminalística). “Fui chamado de macaco. Reagi, fui esfaqueado! Mas antes, ele sentiu a fúria negra! Laroye!”, postou o professor da Unesp em redes sociais.

Nesta quinta-feira (21), Xavier informou que está bem e agradeceu as manifestações que recebeu. “Amigas e amigos, estou bem. Medicado. E recuperado! Agradeço às manifestações de solidariedade e carinho! Seguimos no enfrentamento ao sistema de opressão patriarcal segregacionista e racista! Abraços e beijos!”, postou o docente nas redes sociais.

A Unesp divulgou uma nota de repúdio aos atos racistas sofridos por Xavier. “Negro, o professor foi alvo de xingamentos racistas quando estava em um local público e se indignou diante do criminoso, que ainda o atacou com golpes de canivete, fazendo-o sangrar no braço e nas costas. A resposta do docente, que também prestou queixa na delegacia, foi a esperada de cidadãos defensores da diversidade frente a ações de intolerância que não podem ser aceitas em ambientes democráticos e sociedades plurais”, diz trecho do comunicado da universidade.

Ainda conforme a Unesp, os atos racistas no dia da Consciência Negra “só reforçam a necessidade de dar sequência à luta contra a discriminação racial, os preconceitos, de qualquer natureza, e especialmente contra a desigualdade abissal que marca historicamente a população negra no Brasil”.(Com informações da FOLHAPRESS)


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