Ao procurador do MPC, o empresário Francisco Luiz Dantas (no detalhe) contou detalhes de um susposto esquema na Seduc. mas na Aleam negou tudo (Montagem Fato Amazônico)
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Em épocas de “vaza jato” y otras cositas mas, aqui, pelo lado do Amazonas, em Manaus, conversas entre o procurador de Contas, Carlos Alberto Almeida, e o empresário Francisco Luiz Dantas, proprietário da empresa Dantas Transportes, poucas horas depois já circulam nas “asas da liberdade” em alguns sites e blogs da cidade.

A conversa, que pode ser ouvida em gravação de vídeo, é direta, sem meias palavras ou com a preocupação da fluência ou da urbanidade.

É só ouvir no vídeo abaixo, importado do blog da jornalista Rosiene Carvalho.

E o empresário, o que disse?

Pois é.

Enquanto o douto procurador, pai do vice-governador do Estado, Carlos Almeida, fala em bandidos travestidos de políticos, o dono da transportadora fala no nome do governador Wilson Lima.

E o que diz?

“Ainda ontem chegou uma dívida para mim. Diz que o governador fez uma viagem. Parece que foi o mesmo em Itacoatiara, essa semana que passou. Aí chega uma dívida lá de R$ 2 mil e uma moeda. Para mim  pagar. Eu disse: ‘O que eu tenho para ver com uma visita ao governador lá”?

Viram? Uma conta de R$ 2 mil supostamente correspondente ao frente de uma “embarcação” usada para transportar Wilson Lima a Itacoatiara.

Está no vídeo, também. É só ouvir.

Francisco Dantas diz que não pode pagar ou pagar valor. Mas, meu amigo, quem tem apoio na Casa Militar, não é o Dantas. É de um político! ”, Registrou o gerenciamento do MPC atribuindo um político, que ele não dá nome, uma chantagem.

PARA ENTENDER

De acordo com o Ministério Público de Contas (MPC), a empresa Dantas Transportes foi contratada pela Seduc  sem licitação, para o transporte de alunos da rede estadual de 23 municípios do Estado.

A empresa, segundo o MPC,   mantém contratos com o Governo desde 2011 na área de transporte escolar.

Na semana passada, o empresário procurou espontaneamente o MPC e denunciou a existência “mensalinho” de até R$ 20 mil pago a agente político por suposta influência na contratação empresa dele.

O mais recente contrato da Dantas Transportes com a Seduc foi efetivado no governo Wilson Lima, conforme contrato nº 10/2019. O prazo do contrato foi de três meses, de março a junho deste ano. O valor foi de R$ 24,9 milhões.

Em junho, o contrato foi prorrogado por mais de 90 dias. O prazo final é setembro. O valor pago  à empresa é de  R$ 7,6 milhões por mês.

Dias após a denúncia do empresário ao MPC, Luiz Castro pediu exoneração do cargo de Secretário de Educação.

Em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais, Luiz Castro declarou que as denúncias estão associadas a interesses contrariados.


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