FOTO: AGUILAR ABECASSIS/CMM
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Em discurso no plenário Adriano Jorge, durante o pequeno expediente, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã de ontem (19/8), o vereador Dr. Ewerton Wanderley (PHS) falou sobre as condições dos moradores de rua de Manaus. Segundo definição da Secretaria Nacional de Assistência Social, pessoas em situação de rua caracterizam-se por ser um grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza extrema, reflexo da exclusão social existente no país.

Além da problema extrema, outros fatores que podem levar as pessoas a irem morar nas ruas estão: ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental.

“É importante ressaltar que a doenças mentais ou distúrbios mentais não tratados, como a depressão, comprometem a vida social da pessoa, pois gera uma tristeza profunda, perda de interesse generalizada, falta de ânimo, mudanças no apetite, ausência de prazer e oscilações de humor, impossibilitando-as de trabalharem, e muitas vezes essas pessoas encontram nas ruas e nas drogas o alívio para as suas frustrações, podendo acabar até mesmo em pensamentos suicidas”, enfatizou Dr. Ewerton.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), há aproximadamente 2.000 pessoas em situação de rua em Manaus, e pelo menos 560 vivem na região Central.

Apesar do número elevado, poucos moradores de ruas procuram o Centro Pop, espaço destinado a acolher, prestar assistência e dar direcionamento social para pessoas que vivem nestas condições. Em média, são realizados 10 a 15 atendimentos por dia neste local.

”É um problema de saúde pública, pois muitos desses cidadãos apresentam quadros graves de doenças, como sintomas de tuberculose, como tosse seca, escarro com sangue, além de idosos com feridas expostas, pessoas com diabetes, hipertensão, soropositivos. Tem pessoas envelhecendo na rua, e o poder público precisa de ações mais resolutivas para atenuar esse quadro nefasto.”, destacou.

Dr. Ewerton defendeu maior investimento do poder público na área social, como a ampliação do Centro Pop e a contratação de psicólogos para as unidades de saúde e escolas públicas, para identificar pessoas com distúrbios mentais, vulneráveis socialmente, para impedir que essas pessoas procurem abrigo na rua como solução dos seus problemas.


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