Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O presidente Jair Bolsonaro disse no início da noite deste domingo (5) que poderá “usar a caneta” para trocar um ministro. Sem citar diretamente o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que alguns de seus subordinados “viraram estrelas. Falam pelos cotovelos, têm provocações”.

“A hora dele não chegou ainda não, a hora dele vai chegar. E a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor e ela vai ser usada para o bem do Brasil”, afirmou Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

“Tem algumas pessoas do meu governo que algo subiu à cabeça deles. ‘Tão’ se achando. Eram pessoas normais”, acrescentou o presidente.

A troca de farpas entre os dois políticos teve uma escalada na última semana. Ambos têm visões diferentes sobre a melhor forma de enfrentar a pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O presidente considera 1 exagero as medidas de isolamento social recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e adotadas pelo Ministério da Saúde brasileiro.

“Eu posso ficar em quarentena 3 anos se precisar, mas o povo brasileiro não pode”, disse o presidente neste domingo.

Na última quinta-feira (2), Bolsonaro disse que falta humildade ao ministro da Saúde e que ambos já estão “se bicando há algum tempo”. Para o presidente, Mandetta tem extrapolado em seus discursos. No entanto, afirmou que não pretende demití-lo “no meio da guerra”.

O ministro, por sua vez, disse que não sairá do cargo “por vontade própria”. Declarou que “médico não abandona paciente” e complementou: “Esse paciente chamado Brasil, quem me pediu pra tomar conta dele foi o presidente”.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •