Em conversa no MPC, Francisco Dantas (no detalhe) falou de pagamentos de mensalinho a agentes públicos (Montagem Fato Amazônico)
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O empresário Francisco Dantas, contratado sem licitação pela Secretaria de Educação (Seduc) para transportar alunos do interior às suas respectivas escolas, é a grande expectativa de terça-feira, dia 10, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Proprietário da empresa Dantas Transporte, o convidado da Aleam é aguardo não só como a grande “vedete” dos debates de terça-feira mas, também, como “destruidor” de prazer que, ao logo da historia política do Amazonas, tem escancarado so sorriso de determinados “áulicos” pertencentes à corte legislativa.

Propina, nada menos do que isso, simplesmente.

Nenhuma surpresa quanto ao termo empregado pelo empresário em conversa reservada com o procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Carlos Alberto de Almeida, ao apontar o dedo na direção de “agentes políticos” que, despudoradamente, sem escrúpulo e desrespeito às normas republicanas cobravam “mensalinho” de R$ 20 mil por uma alegada influência na contratação de sua empresa.

A acusação é grave, coloca  em xeque a imagem do Poder Legislativo, afogado no esgoto da mais absoluta descredibilidade popular e, sobretudo, da moralidade pública.

A acusação, gravada em vídeo, foi ouvida por milhares e milhares de cidadãos incrédulos que, num piscar de olhos, viram seus votos a mergulhar no lixo da mais indigna e pútrida bandalheira política.

Por isso, o empresário Dantas precisa estar mais do preparado, não só para chegar à Assembleia Legislativa como vedete de um ato que pode lhe render ensurdecedores aplausos, como triturador de “agentes políticos” propineiros.

Francisco Dantas precisa provar tudo o que disse, tim-tim por tim-tim. Ou está perdido e sujeito não só a estrepitosa vaia, mas à execração pública.

O ônus da acusação é a  prova, não é mesmo?


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