Energyy, Getty Images
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Muito se fala na importância da medicina preventiva, mas alguns assuntos ainda são tabus. Por exemplo, o autoexame masculino. Esse procedimento envolve a avaliação dos órgãos genitais (testículos e pênis) e deveria incluir também o autoexame das mamas. Apesar de pouco comuns, os tumores de mama podem acontecer entre os homens. O preconceito é o maior obstáculo para que eles conheçam o próprio corpo e se cuidem.

Segundo Carlos Watanabe, médico urologista da Clínica Veridium, em Brasília, o autoexame deve ser feito a cada seis meses com o propósito de identificar alterações no tamanho e na forma dos testículos, bem como outros sinais de doenças sexualmente transmissíveis, como verrugas genitais, lesões e secreção no canal uretral. A simples observação e a apalpação são suficientes. “O possível surgimento de nódulos que não doem e o aumento do tamanho podem estar relacionados a presença de câncer de testículos”, explica. Calor e dor no local são motivos para preocupação e, se esse for o caso, é necessário marcar uma consulta com um especialista.

Em relação ao exame de próstata, não há como fazer autoavaliação. Nesses casos, somente o urologista pode realizar o exame, especialmente quando há risco aumentado. A principal recomendação do urologista a seus pacientes é a higienização correta, para evitar infecções por fungos e/ou dermatites.

“Muitos pacientes chegam ao consultório do urologista trazidos pela esposa e filhos. Ou vêm somente quando já estão com sintomas graves de disfunção sexual. A saúde não pode ser lugar para preconceitos”, alerta Watanabe. “O homem tem que se abrir para o diálogo e enxergar que está sujeito a doenças. O primeiro passo é se conhecer”, finaliza. (Com informações de Metrópoles)


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