Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Um dos pontos essenciais para se ter uma vida financeira sustentável, repelindo o máximo possível de possíveis futuras crises, é o planejamento da aposentadoria, que, além do regime de seguridade social, pode ser feita por fundos privados de investimentos.

A ação se torna mais importante ainda com a última reforma da Previdência, aprovada em novembro do ano passado, que dificultou o acesso à aposentadoria do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como ao aumentar o tempo de contribuição necessário.

O advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Instituto de Educação Previdenciária (Ieprev), explica que o trabalhador deve, de qualquer maneira, contribuir com a Previdência Social – a partir do mais cedo possível – e complementar com a aposentadoria privada.

Isso é importante porque, segundo ele, é preciso entender que existem riscos programados e não programados. Logo, a contribuição ao INSS se faz necessária pois cobre o segurado em casos de acidente ou doença por meio de benefícios.

“Urgente é se ter a Previdência Social, porque se amanhã a pessoa sofre um acidente, ela está amparada. Já as pessoas que não estão contribuindo ao INSS e, por exemplo, tiveram uma doença, estarão desamparadas”, explica o especialista em direito previdenciário.

Apesar dessa urgência, no entanto, ele ressalta a importância de se tentar complementar o dinheiro investido no INSS com outras opções, como a aposentadoria privada e investimentos pessoais. “Não dá para contar somente com a Previdência Social”, afirma.

Você já começou a organizar a sua aposentadoria? O planejador financeiro CFP pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), Hugo Affonso, diz ser urgente, também, dar início a esse planejamento.

Para ele, quanto antes, melhor, independentemente se a pessoa acabou de entrar no mercado de trabalho, se está no meio do carreira ou se vai se aposentar pela Previdência Social, por exemplo, em alguns anos.

“Quanto mais cedo começar, melhor, e, principalmente, é imprescindível fazer uma revisão, no mínimo, anual, porque as coisas mudam na vida da pessoa, assim como na economia”, afirma o planejador financeiro.

No último dia 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), resolveu baixar a taxa básica de juros, a taxa Selic, de 2,25% para 2% ao ano, o que representa o menor patamar de toda a linha histórica.

Isso faz com que alguns investimentos, sobretudos aqueles considerados mais conservadores, se tornem menos atrativos, uma vez que o rendimento poderá ser menor do que o resultado da inflação, ocasionando, portanto, em uma “perda” de dinheiro.

É aí que a revisão da aposentadoria privada entra. “Isso aconteceu com uma pessoa que investiu em uma renda fixa, com a taxa de administração de 2%, por exemplo. Só de fazer essa conta, o cenário é de juros negativos. Vai render menos que a inflação”, exemplifica Affonso.

Existem vários maneiras de se investir na aposentadoria. Os fundos mais interessantes, nesse ponto, são os fundos de Previdência, que podem ser de renda fixa pós-fixados ou atrelada à inflação, além do multimercado.

Há carteiras, segundo o especialista, que trabalham também com ações, moedas (como do dólar) e imóveis, por exemplo. Para ele, no entanto, é necessário ver a necessidade de cada pessoa para melhor se organizar.

“Quais são os sonhos dela, o que ela quer fazer em determinado período da vida dela? Ela quer gastar logo o patrimônio para viver o presente? Ou ela quer guardar dinheiro para se aposentar o mais cedo possível?”, afirma. (Metrópoles)


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •