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O colesterol elevado no sangue é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, entre elas infarto e acidente vascular cerebral, um importante fator de risco de morte. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares matam cerca de 400 mil brasileiros todos os anos. Entre as complicações decorrentes do excesso de colesterol está a aterosclerose, um acúmulo de placas de gorduras nas artérias que impede a passagem do sangue e pode causar problemas cardíacos.

De acordo com o cardiologista do Hapvida, Luiz Saraiva, colesterol é um esteroide produzido pelo organismo. “Ao contrário do que muitos pensam ele é fundamental para o nosso organismo, pois participa da síntese de hormônios esteroides e absorção de vitaminas”, explica o médico.

O especialista esclarece que existem dois tipos de colesterol, o LDL (mau colesterol) e o HDL (bom colesterol). O primeiro atua na fixação e transporte de colesterol para as células e tecidos e o segundo transporta o colesterol dos tecidos para o fígado.

“O excesso de colesterol pode ocorrer tanto por fatores genéticos, como nos casos das hipercolesterolemias congênitas, como quanto a fatores alimentares, mas cabe ressaltar que as causas adquiridas, relacionadas à alimentação, são a grande maioria dos casos”, garante o cardiologista.

A SBC recomenda que ideal é ter o Colesterol Total abaixo dos 200mg/dl, o LDL (colesterol ruim) abaixo dos 100 mg/dl e o HDL (colesterol bom) acima dos 40 mg/dl nos homens e acima de 50 mg/dL no caso das mulheres.

Fatores de risco

O cardiologista destaca que o colesterol alto pode causar direta ou indiretamente uma série de problemas de saúde. “Certamente a aterosclerose com as mais diversas complicações, como infarto, acidente vascular cerebral e outros estão em primeiro lugar nessas complicações. Existe também relação direta do aumento do colesterol com hipertensão arterial e insuficiência cardíaca”, enfatiza.

Luiz Saraiva afirma que existem vários fatores comportamentais que podem contribuir para o acúmulo do colesterol, entre estes destacam-se a má alimentação com excesso de ingesta de gorduras e frituras, sedentarismo, sono inadequado e excesso do consumo de carnes vermelhas.

Mudança de hábitos

De acordo com o cardiologista, mudanças sócio alimentares são fundamentais para a manutenção de uma boa saúde. O médico cita algumas situações que afetam diretamente nos níveis de colesterol:

– Aumente a ingesta de ômega 3 na sua alimentação, a simples troca gradativa de carne vermelha por peixe, maioria das vezes é suficiente para isso;

– Pratique atividades físicas, isso ajuda a queimar gordura e diminuir o “mau colesterol”;

– Largue o cigarro, pois ele aumenta muito a chance de inflamação das artérias e formação de placas;

– Aumente a ingestão de fibras na sua alimentação, como cereais e sementes, eles ajudam a diminuir o LDL;

– Com relação às bebidas alcoólicas vale ressaltar que os estudos ainda são conflitantes e devido a isso não costumamos orientar a ingesta dessas.  Porém, alguns estudos salientam que em pequenas doses isso pode beneficiar a produção endógena do bom colesterol;


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