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O controverso estudo publicado em 22 de maio na revista The Lancet com mais de 96 mil pacientes internados que havia concluído que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus, mesmo quando associados a outros antibióticos, aumenta o risco de morte e de arritmia cardíaca nos infectados pela covid-19, foi retirado de circulação nesta quinta-feira, 4, por três de seus quatro autores.

O estudo publicado na The Lancet, a maior revistas científicas da área médica no mundo e tinha o viés de descredibiliza o uso do medicamento. O caso colocou em cheque a credibilidade da própria revista.

O estudo caiu graças a um trabalho investigativo do jornal britânico The Guardian, que denunciou a fragilidade nos fundamentos da pesquisa que analisou registros de prontuários, sem realizar qualquer análise com pacientes.

Os três médicos que subscreveram o estudo alardeado pela imprensa como “o maior estudo sobre o uso da cloroquina” já se retrataram, dizendo que não podem garantir a veracidade de toda a base de dados de pacientes.

Este estudo fez com que a OMS suspendesse, no mês passado, todos os estudos com a cloroquina em andamento no mundo. Porém, recentemente, a instituição retomou estes estudos.

O medicamento segue em uso demonstrando bons resultados no mundo e no Brasil, enquanto aguarda o resultado de estudos científicos sobre a sua aplicação contra o coronavírus.


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