© Philip FONG Pessoas com máscaras passeiam pela rua comercial de Togoshi Ginza, em Tóquio, Japão
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A autoridade máxima em doenças infecciosas dos Estados Undios manifestou sua preocupação sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19 que estão sendo desenvolvidas na China e Rússia, enquanto o mundo procura respostas para uma pandemia que a OMS garante que será sentida por décadas.

Seis meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a emergência global, o novo coronavirus matou mais de 680.000 pessoas no mundo e infectou mais de 17,6 milhões, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A região da América Latina e Caribe registra o maior número de casos de COVID-19 no planeta, com mais de 4,7 milhões de contágios e aproximadamente 195.000 mortes.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, recentemente recuperado da COVID-19, disse na sexta-feira que provavelmente todo o mundo acabará se infectando com o coronavírus e pediu à população que “o enfrente”, afirmando que não há nada a temer. Com informações AFP.

Suas declarações ocorrem em um momento em que o país lamenta cerca de 92.500 mortes e mais de 2,5 milhões de casos, o segundo mais afetado do mundo, e depois que a companhia aérea brasileira-chilena LATAM anunciou a demissão de pelo menos 2.700 funcionários.

Enquanto isso, na Europa os Estados anunciaram novas restrições e recessões econômicas históricas. A OMS declarou que a pandemia é uma crise “que só se vive uma vez por século” e que seus efeitos serão sentidos por décadas.

Inúmeras empresas chinas lideram a corrida para desenvolver uma imunização contra a doença e a Rússia estabeleceu setembro como data limite para lançar sua própia vacina.

No entanto, o especialista americano em doenças infecciosas, Anthony Fauci, afirmou que é pouco provável que seu país use uma vacina desenvolvida por um destes países, onde os sistemas reguladores são mais opacos do que no Ocidente.

“Espero que os chineses e os russos realmente estejam testando a vacina antes de administrá-la em alguém”, disse durante uma audiência no Congresso nesta sexta-feira.

Como parte de seu projeto “Operation Warp Speed”, o governo dos EUA pagará aos laboratórios Sanofi e GSK até US$ 2,1 bilhões para desenvolver uma vacina contra a COVID-19, disseram as empresas farmacêuticas.

Recorde de casos 

Um dos países que participará dos ensaios em grande escala (a terceira e última fase de testes da vacina) da Sanofi é o México, que registrou um novo recorde de casos diários nesta sexta, com 8.458 infecções.

O país norte-americano já é o terceiro mais afetado do mundo pelo vírus, com 46.688 mortos (424.637 casos), superando o Reino Unido.

Na América Latina, a Colômbia também enfrenta um avanço sem freio do vírus, que nesta sexta ultrapassou as 10.000 mortes no país. 

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, a Bolívia decidiu estender uma quarentena flexível até 31 de agosto, o que significa que suas fronteiras terrestres e aéreas permanecerão fechadas.

A Argentina também parou a flexibilização das medidas de confinamento por pelo menos duas semanas, devido ao aumento de casos.

Novas medidas 

Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia, com 153.314 mortes e mais de 4,5 milhões de casos, encerrou as viagens não essenciais desde 21 de março até 20 de agosto.

O Congresso da maior economia do mundo, que sofreu uma queda histórica do PIB de 32,9% no segundo trimestre, fracassou em acordar um novo pacote de estímulos poucas horas depois do fim do subsídio de US$ 600 semanais para os desempregados.

Do outro lado, França, Espanha, Portugal e Itália também anunciaram contrações recordes de suas economias no segundo trimestre. O Velho Continente entrou em recessão após uma queda de 12,1% do PIB da zona do euro.

O Reino Unido, que acumula mais de 46.000 mortos (303.181 casos), impôs um novo confinamento nesta sexta-feira para milhões de pessoas no norte da Inglaterra, devido a um surto de casos.

No leste da Ásia, países que haviam controlado a epidemia também enfrentam novos surtos preocupantes.


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