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ESTADÃO – O ex-presidente boliviano Evo Morales denunciou no domingo ‘crimes contra a humanidade’ cometidos durante a ‘repressão militar’ em seu país e exigiu que os responsáveis por 24 mortos sejam identificados.

No Twitter, Morales fez uma exigência ao ‘governo de fato’ de Jeanine Áñez para que ele possa identificar os autores intelectuais e materiais das 24 mortes registradas nos últimos cinco dias pela repressão policial e militar. “Denuncio à comunidade internacional esses crimes contra a humanidade que não devem permanecer em impunidade”, afirmou Morales em sua conta na rede social.

O ex-presidente denunciou que o advogado de defesa do ‘bando’, que ele não cita pelo nome, agora tenta justificar a repressão armada ‘e disse que a Polícia e as Forças Armadas’ têm um dever constitucional, ético e moral de cuidar da vida’.

Segundo informações da Defensoria do Povo da Bolívia, os mortos durante quase um mês de conflito já são 23 e os feridos em diferentes confrontos ultrapassaram os 700. Morales, que renunciou à presidência no dia 10 de novembro e e está asilado no México, também acusou o ‘governo de fato’ de usar o Decreto 27977  de Carlos Mesa, ‘cúmplice do golpe’, para ‘oferecer impunidade ao assassinato de 24 irmãos’.

O ex-presidente disse que o mencionado decreto ‘foi declarado inconstitucional por equiparar conflitos civis a situações de guerra’. “As forças armadas não estão isentas de sua responsabilidade”, afirmou.

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, assinou um decreto que isenta as Forças Armadas deste país da responsabilidade criminal participando de operações para a restauração da ordem interna e da estabilidade pública.


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