Pastora Ieda Alvim Lino, 42, supostamente morta a facadas pelo marido,quando chegava em casa na cidade de Diadema (ABC) - Reprodução/Redes Sociais
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A pastora evangélica Ieda Alvim Lino, 42 anos, foi morta a facadas quando voltava de um culto evangélico, por volta das 21h45 da sexta-feira (17), em Diadema (ABC). O acusado pelo crime é o ex-companheiro dela, de 48 anos.

A motivação para o crime, segundo familiares, seria o fato de o acusado não aceitar que a ex-mulher ficasse com a residência onde moravam. Ele fugiu e não havia sido localizado pela polícia até a publicação desta reportagem. 

Uma das três filhas do casal, estudante de 20 anos, disse ao Agora que o acusado “ficou de tocaia” na rua da casa da ex-companheira. Quando a vítima se aproximava da residência, o ex-companheiro a esfaqueou pelas costas.

Havia um bar aberto no momento do crime, com frequentadores que testemunharam o assassinato. “Minha mãe ainda conseguiu correr. Mas meu pai foi atrás e a derrubou. Depois, sentou em cima dela e a esfaqueou mais vezes”, disse a estudante. Em seguida, o acusado fugiu. A pastora morreu no local.

A estudante disse que há uma medida protetiva, contra o pai, para que ele não se aproximasse da pastora. “Ele desandou há dois anos. Antes, era também pastor. Ele brigava com minha mãe, pois queria ficar com a casa”, explicou.

No dia do crime, antes do assassinato, o acusado acionou à Polícia Militar, segundo boletim de ocorrência, para pegar objetos pessoais na residência.

Ainda segundo a filha do casal, a pastora e o acusado foram casados por 20 anos. Além dela, a vítima deixa mais duas filhas, de 17 e 13 anos. “Quero que ele [pai] seja preso, que a justiça seja feita e que a morte de minha mãe não fique impune, como tantos casos que ocorrem”, desabafou a jovem.

O caso foi registrado como homicídio simples. Porém, no boletim de ocorrência, a polícia ressalta que existam “fortes indícios” de que o crime possa ter sido um feminicídio (quando a vítima é morta pelo fato de ser mulher).

Feminicídios

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), os feminicídios aumentaram 58%, quando comparados os 38 casos, do primeiro trimestre deste ano, com os 24 do mesmo período do ano passado.

Em todo o ano de 2018, foram registrados pela pasta 112 casos de feminicídio, cerca de um caso a cada três dias.  (Folha de S.Paulo)


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