O sargento Elizeu da Paz aparece entrando no condomínio acompanhado de Mayc Vinícius, que é identificado sentado no banco do carona
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O depoimento do cabo PM Elizeu da Paz de Souza, 38 anos, colhido no dia 04 deste mês, às 13 horas, pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestro (DEHS), foi curto, lacônico, mas de uma clareza evidente de que tem tudo a ver com a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorrida no dia 29 de setembro, por volta das 22h30, na casa de Alejandro Molina Valeiko.

Embora tenha preferido usar de seus direitos constitucionais de ficar calado, conforme cópia do depoimento obtida pelo Fato Amazônico, no rastro das declarações omitidas por Elizeu da Paz evidenciam com clareza a vontade de proteger o assassino de Flávio Rodrigues.

Pra não dizer que nada falou, o policial militar, diante da delegada Marília PS Campello Conceição, disse que, ao chegar no condomínio de Alejandro, percorreu com um olhar panorâmico o local, entrou na casa localizada no Condomínio Passaredo com o amigo Mayc Vinícius Teixeira Parede.

Com o uso de uma balaclava – touca que cobre toda a cabeça e o pescoço, deixando somente os olhos e às vezes boca visíveis – ele disse que foi direto ao encontro de Alejandro, desferindo-lhe três coronhadas com pistola IMBEL. 40.

Disse, ainda, que um certo homem, ferido, deixou o condomínio e que o engenheiro teria sido levado para o carro, vivo, pelo amigo Mayc.

Às demais indagações como, por exemplo, sobre o paradeiro do celular a ele pertencente, se Mayc matou o engenheiro, se mãe de Alejandro falou com ele no dia do crime, se manteve contato com Mayc ao saber do desaparecimento do engenheiro, se informou a alguma autoridade o local onde Flávio de encontrava, limitou-se a dizer que se manteria em silêncio.

Ah!, o PM da Casa Militar, se negou a fornecer à polícia material biológico para ser usado nos exames periciais.

Ele pediu perdão aos familiares de Flávio e disse que se arrependeu amargamente de nada ter feito para evitar o ocorrido.

Confira o Depoimento


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