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O assassinato do advogado Ygor Kaluff e seu amigo, Henrique Mendes, ocorrido em Curitiba na tarde da última quinta-feira (11), teria sido provocada por uma suposta dívida do primeiro relativa a pedras preciosas ligadas ao empresário Bruno Ramos Caetano, que teria sido o mandante do crime.

Kaluff ficou conhecido nacionalmente em 2019, quando pediu a quebra dos sigilos fiscal, bancários e financeiro do ex-ministro da justiça de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, após o vazamento de mensagens da Operação Lava-Jato, a partir de reportagens da série Vaza Jato, do site The Intercept Brasil.

O empresário Ramos foi preso na sexta (12). Ele teria contratado os três homens armados que executaram Kaluff e seu amigo, dentro de uma loja de conveniência de um posto, na capital paranaense.

A delegada Tathiana Guzella, responsável pela investigação, afirma que o carro usado pelo empresário para levar os homens ao posto passou por perícia, assim como o seu celular. “Estamos em uma fase adiantada da investigação, muitas pessoas não dormem desde que iniciou tudo isso”, contou a investigadora.

Segundo a hipótese que está sendo investigada pela delegada, um ourives que vendeu as pedras preciosas (esmeraldas e diamantes), obtidas de um fornecedor de São Paulo, ao empresário Bruno Ramos Caetano, teria combinou a cobrança da dívida de 480 mil reais com o advogado Ygor Kaluff, que se passaria por representante desse fornecedor, a quem o ourives também deve.

A defesa do empresário Bruno Ramos alega que a versão é falsa, e pede uma acareação entre ele e o ourives.


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