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Itaboraí, RJ… [ASN] – No domingo, 1º de junho, na quadra do Colégio Adventista de Itaboraí, 63 famílias carentes receberam um grande incentivo para começar ou expandir o próprio negócio. O projeto Viva Melhor é patrocinado pela fundação suíça Advent-Stiftung e administrado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Na região que abrange de Niterói até Campos dos Goytacazes, há oito anos o projeto já ajudou a mudar a vida de mais de 300 famílias. O representante da fundação no Brasil e América Central, Giuseppe Carbone, explica que o principal objetivo é incentivar o trabalho e consequentemente melhorar a autoestima das pessoas. “Alguém que vê o resultado do seu próprio trabalho tem sua estima elevada e não precisa mais depender de ninguém, nem de auxílios para viver”, explica.

A fundação trabalha em várias partes do mundo e envia donativos para a aquisição dos materiais. A administração regional da Igreja Adventista, conhecida como Associação Rio Fluminense, encarrega-se de utilizar 100% do valor para a compra de equipamentos que a pessoa requisitar. Mas ela precisa saber trabalhar. Por isso, além da doação, a Igreja oferece cursos de padaria e corte e costura em Itaboraí e São Gonçalo e futuramente no Preventório em Niterói. Aqueles que se formam recebem os equipamentos no fim do curso para darem início à independência financeira.

Neste ano foram doadas carrocinhas de lanches, máquinas de costura, fornos industriais, mesa de marcenaria, equipamentos para salão de beleza e oficina mecânica, roçadeira, máquinas de estampar camisa e fazer chinelo, freezer, dentre outros. As entregas acontecem no Brasil nos meses de junho e julho. Os contemplados assinam um termo de compromisso de começar a utilizar o equipamento nos três primeiros meses. Um acompanhamento constante é feito e se o beneficiado não fizer uso do equipamento, deverá devolver para que outra pessoa também tenha a mesma oportunidade.

A assistente social responsável pela análise socioeconômica das famílias, Daniela Martins, conta que uma pessoa de Araruama que recebeu uma carrocinha de churros já conseguiu dar entrada na casa própria. “É impressionante ver como um simples equipamento pode mudar tanto a vida de uma pessoa”, enfatiza.

Há oito anos, o mecânico Anderson Cardozo foi um dos primeiros contemplados e hoje conta que conseguiu ampliar sua oficina de seis para 25 carros. Já chegou a ter 8 funcionários e sempre indica conhecidos para serem beneficiados também. “A maldade é tão latente no coração dos homens que é difícil acreditar que a intenção é apenas melhorar a vida das pessoas. A princípio muitos ficam espantados, perguntando se não terão que pagar alguma coisa por isso”, conta. Mas então, o que a fundação ganha com isso? Segundo Carbone, “a satisfação de ver que muitas famílias estão vivendo melhor”.

Claudia da Silva é uma das beneficiadas neste ano. Ela pediu e ganhou uma máquina de costura reta industrial. Antes de engravidar ela trabalhava como costureira em uma fábrica, mas teve que sair do emprego para cuidar do filho. Não teria outra forma de trabalhar se não fosse essa oportunidade de costurar em casa.

Anderson complementa dizendo que esse é o empurrão que o micro-empreendedor precisa para começar. Mas não adianta apenas ter a ideia e o equipamento. É preciso buscar orientações junto ao Sebrae , por exemplo, para conseguir administrar bem os recursos – que com certeza vão entrar – e perseverar sempre”, aconselha. [Equipe ASN, Tatiana Buitrago. Fotos: Artur Buitrago]


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