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O programa Fantástico, da TV Globo, destacou em sua edição de domingo (9) os dois casos de racismo que marcaram a última semana, ambos contra entregadores de aplicativo. O primeiro deles se refere ao motoboy humilhado em um condomínio de Valinhos, no interior de São Paulo.

Na reportagem, o programa destaca que o motoboy Matheus Pires já tinha sido agredido verbalmente pelo mesmo morador, Mateus Abreu Almeida Prado Couto, por causa da demora em uma outra entrega.

“O aplicativo mostra o endereço exato para a gente ir. E deu em outro lugar. Deu em uma rua mais embaixo. Eu procurei na internet onde era a casa dele e cheguei um pouco atrasado. Daí ele disse pra mim: você é burro, você não sabe o lugar?”, contou.

A reportagem também mostra que, na confusão mais recente, as agressões duraram pelo menos duas horas. O vídeo que viralizou nas redes sociais, no entanto, não mostra tudo. “Ele cuspiu em mim, pegou notinha do restaurante e jogou em mim dizendo que eu era lixo. O objetivo dele era me menosprezar. Meu maior medo era ele realmente me agredir”, continuou o motoboy.

A Guarda Civil de Valinhos afirmou na sexta-feira (7) que deteve o homem e ele foi indiciado criminalmente por injúria.

Caso do Rio de Janeiro

O Fantástico também abordou outro caso de racismo que viralizou nas redes sociais. Desta vez, o crime aconteceu dentro de um shopping na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A vítima, também Matheus, foi ao local para trocar um relógio que comprou para o pai.

Quando estava esperando para ser atendido na loja Renner do centro comercial, Matheus percebeu que estava sendo seguido. “Aí foi quando eles avançaram e me puxou: vamos ali, vamos conversar. E eu perguntei: pra que isso? Pra que o senhor vai me tratar como ladrão se eu estou aqui todo dia”, contou. Ele afirma que estava com a nota fiscal, mas os homens não quiseram ver.

Matheus foi arrastado pelos homens até a escada de serviço, foi derrubado e ameaçado. “Eu só pensava em sair dali. E ele com a pistola na minha cabeça perguntando se eu era maluco, se eu queria morrer”, afirmou.

De acordo com o Fantástico, os agressores foram identificados e são policiais militares. A PM disse que a Corregedoria abriu uma apuração sumária para verificar a conduta dos polícias.


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