Foto: Marcelo Camargo
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O deputado Marco Feliciano atribuiu na terça-feira (10/12/2019) sua expulsão do Podemos ao apoio que dá ao presidente Jair Bolsonaro. Em nota, o deputado, que está em viagem à África, informou que sente orgulho de ser expulso da legenda e que todos os motivos usados contra ele são mentirosos. As informações são de Metrópoles.

“Ser expulso de um partido por apoiar o presidente Bolsonaro é para mim motivo de orgulho. Por isso aceito a decisão”, disse.

A denúncia que originou a expulsão de Feliciano cita uma série de acusações. Entre elas, estão os gastos de R$ 157 mil referentes a um tratamento odontológico reembolsados pela Câmara.

No processo, o apoio irrestrito ao presidente Jair Bolsonaro também é citado atém de acusações de assédio sexual no gabinete, recebimento de propina, pagamento a supostos funcionários fantasmas e até comentários sobre o cantor Caetano Veloso.

Segundo ele, os motivos elencados pelo partido são todos mentirosos. “Afinal, se fossem verdade, teriam que expulsar quase todos os deputados federais, pois como eu pediram à Câmara ressarcimento de gastos em saúde”, argumentou.

Ele ainda acusou o atual presidente da legenda, em São Paulo, Mário Covas Neto, de colocar o partido a serviço do prefeito da capital paulista, Bruno Covas.

Leia a íntegra da nota enviada pelo deputado:

Em relação à minha expulsão do Podemos, assim me manifesto:

1 – Ser expulso de um partido por apoiar o presidente Bolsonaro é para mim motivo de orgulho. Por isso aceito a decisão.

2 – Contudo, saliento que se tratou de um processo de exceção, onde sequer fui intimado a me defender.

3 – Os motivos elencados pelo partido para me expulsar são todos mentirosos. Afinal, se fossem verdade, teriam que expulsar quase todos os deputados federais, pois como eu pediram à Câmara ressarcimento de gastos em saúde.

4 – Nesse sentido, afirmo que jamais cometi qualquer irregularidade na minha vida pública, e quem disser ao contrário será devidamente processado civil e criminalmente.

5 – Por fim, deixo claro que tudo isso é uma trama do presidente estadual do Podemos, Mário Covas Neto, que colocou o partido a reboque dos interesses de seu parente Bruno Covas.

Dacar, Senegal, em 9/12/2019.

Deputado Marco Feliciano.


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