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Morreu na madrugada deste sábado (7) o ex-jogador do Internacional Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, aos 36 anos. Ele estava em um helicóptero que caiu em Aruanã, Goiás, por volta de 1h30.

Segundo a Polícia Militar da cidade, o helicóptero caiu a cerca de 150 metros de uma praia de água doce, às margens do rio Araguaia, onde havia várias pessoas acampadas, já que é uma área turística. Além de Fernandão, outras quatro pessoas que estavam no veículo aéreo também morreram.

A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Saída do Inter

O ex-jogador havia sido técnico do Internacional em 2012, depois de aposentar as chuteiras. Na ocasião, ele ficou conhecido por criticar a estrutura do time. Foi com ele em campo que o Internacional conquistou uma Libertadores e o Mundial de Clubes Fifa. Além disso, Fernandão já atuou também no São Paulo e no árabe AL-Gharafa.

Fernandão nasceu em Goiânia, em 18 de março de 1978, e foi revelado pelo Goiás em 1995. Defendeu o clube até 2001, quando foi jogar no Olympique de Marselha, na França, onde depois jogou pelo Toulouse. Voltou ao Brasil em 2004, quando deu início ao período mais vitorioso da carreira, com a passagem pelo Internacional.

Estreou no clube gaúcho em um clássico Gre-Nal, quando marcou o gol da vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, definindo o 1000° gol da história do confronto. Em 2006, participou da campanha da conquista da Copa Libertadores de 2006, mesmo ano em que o clube venceu o Barcelona na final do Mundial de Clubes da Fifa. Em 2008, deixou o clube com status de ídolo para jogar no Al-Gharafa, do Catar.

Em 2009, Fernandão retomou as origens ao voltar ao Goiás, mas em 2010 foi jogar pelo São Paulo, clube com o qual rescindiu amigavelmente o contrato em maio de 2011 para encerrar a carreira. Em julho daquele ano, foi anunciado como diretor-executivo do Inter. No mesmo mês, virou substituto do técnico Dorival Junior, demitido do clube, e acabou sendo efetivado. A experiência foi infrutífera, e o mau desempenho o fez ser mandado embora em novembro.

A saída foi conturbada, com troca de farpas com o zagueiro Bolívar e críticas à estrutura do clube gaúcho. De volta a Goiás, onde tinha negócios e família, o ex-atacante começava carreira como comentarista televisivo.


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