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Com o propósito de conscientizar a população sobre três doenças incuráveis: Alzheimer, fibromialgia e lúpus, a campanha Fevereiro Roxo é realizada para informar e incentivar as pessoas para que procurem o diagnóstico precoce e correto das doenças que são autoimunes e degenerativas.

Portanto, de acordo com a reumatologista do Sistema Hapvida, Haryana Rombaldi, todas essas doenças devem ser identificadas nos estágios iniciais para que seus sintomas sejam controlados ou retardados. “Todas as duas doenças apresentam sintomas iniciais que podem ser relativamente inofensivos. Com o diagnóstico precoce há mais chances de garantir uma melhor qualidade de vida aos portadores dessas doenças”, explica a especialista.

Pouco se sabe sobre a origem das doenças autoimunes. Elas são crônicas, porém o tratamento adequado é indispensável para mantê-las sob controle e reduzir os sintomas — que podem ser extremamente dolorosos.

Alzheimer

Cerca de 1,2 milhão de brasileiros têm Alzheimer e somente a metade faz tratamento. A Associação Brasileira de Alzheimer estima que 100 mil novos casos surjam a cada ano no país, número que pode dobrar até 2030.

O neurologista do Hapvida Saúde, Marcos Vinícius Rodrigues, explica que o Alzheimer está associado à idade avançada, porém pode surgir de forma prematura, especialmente em pessoas com casos semelhantes na família. A doença é a principal causa de demência e leva o paciente a depender de ajuda para realizar tarefas básicas.

“Os principais sintomas são a falta de coerência na fala e a perda da memória recente: o paciente se lembra de fatos de muitos anos atrás, mas não sabe dizer sobre coisas que fez hoje”, esclarece Marcos.

O especialista destaca, ainda, que embora o Alzheimer não tenha cura, é possível que os pacientes tenham melhor qualidade de vida, com tratamentos que minimizam os sintomas, mantendo-os estáveis ou tornando a progressão da doença mais lenta.

O contato social é igualmente importante, pois promove a integração e estimula a comunicação, a convivência e o afeto. Porém, deve-se evitar aglomerações e lugares muito movimentados, que podem deixar o paciente confuso. Praticar atividades físicas e fazer fisioterapia ajudam na coordenação, equilíbrio, força muscular e flexibilidade, favorecendo a independência e a percepção sensorial, garante o neurologista.

Lúpus

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 65 mil brasileiros têm a doença, sendo a maioria mulheres. O Lúpus ganhou mais visibilidade após duas artistas muito famosas, Selena Gomez e Lady Gaga, revelarem que sofrem com a doença. A primeira passou por um transplante de rim, enquanto a segunda é mostrada no documentário Gaga: Five Foot Two, sofrendo com intensas dores nas articulações em decorrência dessa condição.

“O lúpus é uma doença inflamatória sistêmica na qual o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do organismo por engano. O lúpus pode afetar articulações, pele, rins, cérebro e outros órgãos. Febre, fadiga e dor nas articulações são sintomas relacionados, esclarece a Dra.  Haryana Rombaldi

O Lúpus pode se manifestar de diversas formas. O Lúpus Discóide afeta a pele. Seu principal sintoma é o surgimento de uma lesão avermelhada no rosto, na nuca e no couro cabeludo. O lúpus eritematoso sistêmico, pode comprometer vários órgãos ou sistemas. Algumas medicações podem causar o lúpus induzido por drogas, que se apresenta de forma temporária, enquanto o paciente estiver fazendo uso da medicação envolvida. Pode ocorrer ainda o Lúpus neonatal, em filhos de mulheres com lúpus, devido à passagem de anticorpos pela placenta.

A reumatologista revela que o diagnóstico pode ser difícil, uma vez que os sintomas variam de um paciente para o outro, podendo ser confundidos com outras patologias. “O ideal é que além do exame físico, sejam solicitados exames complementares, como os de anticorpos, sangue e urina, radiografia do tórax, dentre outros. Sem cura definitiva, o lúpus precisa ser controlado, o que é feito seguindo o tratamento farmacológico, sempre com acompanhamento médico”, garante a médica.

Fibromialgia

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia acomete, principalmente, pessoas com idade entre 30 e 60 anos. Embora suas causas sejam desconhecidas, está associada a fatores genéticos, infecções por vírus e doenças autoimunes, trauma físico ou emocional e sedentarismo, sendo mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos.

Entretanto, idosos e até crianças e adolescentes também podem ser diagnosticados com a doença, que consiste em dores por todo o corpo, com sensibilidade nas articulações, nos tendões, nos músculos e em outros tecidos moles.

“A fibromialgia é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica – dura mais que três meses, mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor. Ela é acompanhada de sintomas típicos, como sono não restaurador e cansaço. Pode haver também distúrbios do humor como ansiedade e depressão e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória”, esclarece a reumatologista.

O diagnóstico de FM é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. A FM pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes.

 

Sobre a data

A campanha do Fevereiro Roxo foi criada em 2014, na cidade de Uberlândia (Minas Gerais). Seu lema é: “se não houver cura, que ao menos haja conforto”, aludindo à importância de proporcionar bem-estar aos portadores de doenças crônicas.


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