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Veja – O governo da China confirmou, nesta quarta-feira 21, a detenção de um funcionário do consulado do Reino Unido em Hong Kong, desaparecido desde 8 de agosto, em um contexto de tensão pelas manifestações na ex-colônia britânica.

Questionado em uma entrevista coletiva, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou que o homem foi colocado em detenção administrativa durante 15 dias em Shenzhen, cidade chinesa na fronteira com Hong Kong, por ter violado uma lei de segurança pública.

Hong Kong vive atualmente sua pior crise desde a devolução à China em 1997. Pequim elevou o tom, qualificando os atos mais violentos dos manifestantes de ‘quase terroristas’.

Tendo começado em junho para rejeitar um projeto de lei controverso que autoriza as extradições para a China, desde então, a mobilização ampliou suas reivindicações para pedir um verdadeiro sufrágio universal. Internamente, aumenta o temor de uma crescente interferência da China.

Dez semanas após a primeira manifestação, o movimento praticamente não obteve nada do Executivo pró-Pequim, sediado em Hong Kong.

Esta ausência de avanços empurrou o movimento para ações mais contundentes, como o bloqueio do aeroporto internacional na semana passada, quando centenas de voos tiveram que ser cancelados.

A propaganda chinesa tem registrado recorrentemente imagens de violência com a intenção de desacreditar o protesto. Os veículos chineses também difundiram imagens de soldados e transportes de blindados para o outro lado da fronteira, em Shenzhen.

As autoridades justificam sua decisão por conta dos atos cada vez mais recorrentes de violência. O movimento de protesto não cede, apesar da detenção de mais de 700 pessoas em mais de dois meses de manifestações.


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