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Herói da cultura que lutou contra preconceito. Foi essa a declaração de Dona Maria do Carmo Monte Verde, filha do fundador do Boi Garantido, na abertura da apresentação do bumbá vermelho cantando “Vermelho” na arena do Bumbódromo, na noite da sexta-feira, (28/06).

A descendente de Lindolfo Monte Verde estava acompanhada do compositor Marcos Moura e pelo Professor Doutor de música, Rucker Bezerra, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que foi jurado do Festival Folclórico de Parintins, em 2012.

Em seguida, Israel Paulain, junto com o Boi Garantido, surgiu no meio da galera na arquibancada para anunciar a chegada dos ritmistas da Batucada, ao som da toada “Meu Nome é Povo”.

Garantido surpreende com tuxauas

Concorrendo ao item número 14, o Boi Garantido inovou o modo da entrada dos tuxauas e conduziu os chefes indígenas do alto de uma alegoria para a evolução na arena do Bumbódromo. A estrutura alegórica tinha 19 metros de altura, com 16 metros de boca de cena, assinada pelo artista Glemberg Castro e equipe. Um dos tuxauas pegou fogo durante a aparição.

Quem dançava com os capacetes dos tuxauas eram David Assayag, Arthur Monteverde e Josef Azevedo, com direção e coordenação de Ricardo Pegueite, coreografia de Pedro Evangelista e Carlos Gomes, com 132 dançarinos em cena.

Na apresentação, o Boi Garantido reverenciou a luta dos líderes indígenas brasileiros Raoni Mentuktire, Benadjure Kayapó e Davi Kopenawa Yanomami.

Uma das lendas mais antigas da Amazônia, “O Curupira, Sete Espíritos” foi apresentado com uma gigantesca alegoria do artista Roberto Reis. Transformações e efeitos, fizeram da lenda uma das melhores de todos os festivais. A cunhã-poranga, Isabelle Nogueira, surgiu no módulo principal e se destacou com sua apresentação.

A celebração folclórica “Aldeia Cultural” trouxe os povos que contribuíram para a formação da Amazônia, uma grande aldeia da diversidade cultural humana. A sinhazinha, Djidja Cardoso, amo do Boi, Gaspar Medeiros, a porta-estandarte, Edilene Tavares surgiram na grande celebração dos artistas Francinaldo Guerreiro e Iran Martins.

A contribuição japonesa inaugurou um ciclo de prosperidade econômica na Amazônia, e essa contribuição foi representada através da figura típica regional “O Juteiro”. A rainha do folclore, Brenda Beltrão, protagonizou e representou a figura do caboclo juteiro, na alegoria dos artistas Fábio Martins e Jucifran de Souza.

Fechando o espetáculo da primeira noite, o Boi Garantido levou para a arena o ritual Kawahiwa, um ritual de cura espiritual dos kawahiwa-parintintin, habitantes do Rio Tapajós, contra a má-sorte ou panema. O estreante Adriano Paketá, pajé do boi do povão, fez uma apresentação emocionante e levou as arquibancadas ao delírio.

“Foi sem dúvida, uma apresentação espetacular refletida na alegria da torcida nas arquibancadas que não parou um minuto. Hoje temos mais espetáculo pra confirmar nossa vitória e falando de Alegria”, destacou Fábio Cardoso, presidente do Boi Garantido.

O Boi Garantido retorna neste sábado (29) ao Bumbódromo, fechando a segunda noite de apresentações do Festival Folclórico de Parintins.


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