Ministra Damares Alves fez um alarde no Instagram depois de conhecer o Hospital Regional Tibério Nunes, o município de Floriano, no interior do Piauí
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Uma comitiva do governo federal, liderada por Damares Alves, esteve semana passada na pequena Floriano, a 240 km de Teresina, no Piauí. Foram atrás do “milagre”, nas palavras da ministra, de um tratamento para pacientes com sintomas na fase inicial da Covid-19, que está sendo aplicado na cidade. E que tem a cloroquina entre os medicamentos desse protocolo.

O governo do Piauí fez um dos primeiros protocolos, ainda no início de março, após posição da OMS, do uso da cloroquina com critério médico, alertando para os riscos e com termo de consentimento do paciente ou responsável.

A Prefeitura de Floriano alardeou que o uso da cloroquina com azitromicina, acompanhado de exames clínicos e radiológicos e, depois em outra fase, uso de corticoides, estava alcançando resultado em doentes na fase inicial. Foi o suficiente para bolsonaristas ficarem ouriçados. Bolsonaro queria ir a Floriano, mas foi alertado que o momento político não aconselha e iria a um “campo minado”, num estado do PT.

O governador do Piauí, o petista Wellington Dias, conversou com o Radar sobre esse interesse do Planalto e condenou essa celebração com a cloroquina, diz que não há uma aprovação “nível A” para a cloroquina no combate ao Covid.

“Infelizmente, o Brasil está dividido entre quem é a favor de cloroquina e quem seria contra. Uma parte defendendo que é um remédio milagroso e outra parte os que seriam contra  a cloroquina, que se tomar vai morrer”, disse Dias.

Sobre o uso da cloroquina afirmou que não se pode ir para o “liberou geral”, nem o uso em casa, porque há riscos.

“Devemos apenas evitar a apologia da Cloroquina pois as pessoas estão bem sensíveis, desesperadamente atrás de um “remédio milagroso” e não existe fórmula mágica. A dura verdade é que ainda não há remédio seguro para COVID 19 e nem vacina”.

O governador comentou a viagem de Damares a Floriano. Disse que “toda agenda de ministro é política” e que o uso do protocolo tem que respeitar a ciência.

Wellington Dias critica a condução de Bolsonaro contra a epidemia.

“Qual país não tem um plano unificado nacional? Qual país não tem um diálogo entre os entes federativos? O Brasil. Isto já diz tudo. Os ministros fizeram planos com as equipes estaduais e municipais, o próprio presidente participou e, claramente, não tiveram apoio para ir adiante. O Brasil é o sexto pior resultado nesta guerra. Estamos perdendo para um vírus”. (veja.com)


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