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Os governadores de sete dos nove estados que compõem a subregião denominada Amazônia Legal demonstraram grave preocupação com o avanço acelerado do desmatamento na região durante encontro realizado em Palmas, no Tocantins. Eles defenderam os dados de desmate produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), criticados por Jair Bolsonaro.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o governador do Maranhão, Flávio Dino, e do Pará, Hélder Barbalho, foram os responsáveis, no encontro, pela divulgação de dados relativos ao desmatamento. O posicionamento dos governadores ocorreu horas antes de o governo federal decidir exonerar o diretor do órgão, Ricardo Galvão, após sequência de ataques aos dados produzidos pelo Inpe e ao próprio Galvão.”

governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), ressaltou que a preservação precisa vir acompanhada de desenvolvimento. “A preservação do meio ambiente, disso daí a gente não abre mão, entendo que a legislação ambiental precisa ser respeitada, mas que o nosso povo precisa de desenvolvimento”, disse

A matéria ainda acrescenta que “segundo o diretor do Inpe, sua exoneração foi motivada pela sua resposta aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o que teria criado uma situação de constrangimento insustentável (…) Durante a reunião em Palmas, Dino afirmou que o governo federal precisa ter melhor embasamento para questionar os dados que foram divulgados. ‘Nós não podemos pegar um dado científico e questionar apenas ideologicamente’, afirmou.”

A Amazônia Legal é formada por todos os estados da região Norte mais o Maranhão e o Mato Grosso.

Assinaram a Carta de Palmas os governadores do Tocantins, Mauro Carlesse; do Pará, Helder Barbalho; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Amapá, Waldez Goés; do Amazonas, Wilson Miranda; de Roraima, Antônio Olivério e do Maranhão, Flávio Dino.

Ataques ao Diretor

O Inpe registraram alta de 88% nos alertas de desmatamento no Brasil em junho e 212% em julho em relação aos mesmos meses do ano passado. Satélites do instituto apontaram que 1.864 km² de floresta na Amazônia foram derrubados até 26 de julho de 2019.

Bolsonaro disse na sexta-feira (19/07) que Galvão estaria “a serviço de uma ONG”. Afirmou: “Com toda a devastação que vocês nos acusam de estar fazendo e de ter feito no passado, a Amazônia já teria se extinguido”.

No sábado (20), Galvão rebateu as críticas feitas por Bolsonaro sobre os dados de desmatamento no Brasil. À TV Globo, disse que ficou “surpreso” e “espantado” com as declarações do presidente.


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