Manifestantes são algemas durante o toque de recolher em Santa Monica, na Califórnia - David McNew - 31.mai.20/Getty Images/AFP
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Em meio a uma onda de protestos que se espalhou pelos Estados Unidos contra a violência policial e o racismo, o presidente Donald Trump incentivou nesta segunda (1º) os governadores do país a usarem táticas agressivas contra os manifestantes e disse que aqueles que não o fizerem vão parecer “babacas”.

A declaração foi dada durante uma videoconferência entre o republicano e as próprias autoridades estaduais. A reunião foi fechada para jornalistas, mas a imprensa americana teve acesso ao áudio das falas do presidente.

“Vocês precisam dominar”, disse ele diretamente aos governadores, de acordo com o jornal The New York Times. “Se vocês não dominarem, vocês estão perdendo seu tempo —eles [os manifestantes] vão passar por cima de vocês e vocês vão parecer um bando de babacas”, continuou Trump.

“Vocês precisam prender pessoas e precisam julgar pessoas, e elas tem que ir para a prisão por um longo tempo”. Segundo a rede de TV CNN, o republicano voltou a culpar o que chama de “esquerda radical” pelos protestos.

“É um movimento. Se vocês não acabarem com isso, vai ficar cada vez pior. O único momento que ele tem sucesso e quando vocês estão fracos e a maioria de vocês está fraca”, afirmou o republicano aos governadores, de acordo com a emissora.

Os atos começaram como manifestações pacíficas depois que um homem negro desarmado, George Floyd, morreu sufocado por um policial branco, que ajoelhou sobre o pescoço dele, no chão, em Minneapolis.

À medida que os protestos se alastraram pelo país, no entanto, inúmeros embates entre policiais e manifestantes foram registrados, e lojas, incendiadas e saqueadas.

A prisão do agora ex-policial Derek Chauvin na sexta-feira (29), sob acusação de homicídio, não é suficiente, na visão dos manifestantes. A expectativa é de que os três policiais que assistiram à cena de Floyd sendo sufocado e não fizeram nada para evitar o assassinato recebam acusações em breve. As informações são de Folha de S. Paulo.


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