Imagem capturada pelo celular mostra momento em que o policial de Minneapolis Derek Chauvin mantém seu joelho sobre o pescoço de George Floyd, que morreu momentos depois Foto: Darnella Frazier / Facebook/Darnella Frazier / AFP
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Forças militares se preparam para serem enviadas a Minneapolis enquanto os protestos pela morte de George Floyd aumentam na cidade. A noite da sexta-feira 29 foi a quarta de manifestações contra o racismo e a violência policial, com lojas sendo incendiadas e confrontos entre policiais e manifestantes. 

O Departamento de Defesa deu a ordem ao Exército ainda na sexta-feira, a mando do presidente Donald Trump. Segundo autoridades, militares de diferentes bases dos Estados Unidos serão mobilizados.

Trump tem realizado consultas às lideranças de Segurança, entre elas o Secretário de Defesa Mark Esper, desde que a morte de Floyd levou a protestos em diferentes cidades do país. 

Floyd, um homem negro de 46 anos, foi morto durante uma abordagem policial em Minneapolis na segunda-feira 25. O policial Derek Chauvin foi acusado formalmente na sexta-feira por assassinato em terceiro grau e morte imprudente. Chauvin aparece em um vídeo ajoelhando sobre o pescoço de Floyd durante oito minutos, enquanto Floyd grita: “Não consigo respirar!”, até perder a consciência. 

Floyd era considerado suspeito pela polícia de utilizar uma nota falsa de US$ 20 em um supermercado da região. 

Segundo a legislação do Estado de Minnesota, o assassinato de terceiro grau é aquele em que a morte é causada de maneira não intencional, por um ato eminentemente perigoso. A pena para o crime é de até 25 anos de prisão.   

Histórico 

A Guarda Nacional já foi acionada outras vezes nos EUA para auxiliar no policiamento em Minnesota. Mas a decisão é considerada uma escalada na resposta do governo para lidar com a crise, afirmaram autoridades ao jornal The New York Times

Em 1992, as forças militares foram acionadas para conter protestos em Los Angeles após a absolvição de quatro policiais envolvidos no espancamento de Rodney King. 

Protestos pelo país 

Centenas de manifestantes realizaram na madrugada deste sábado, 30, protestos que já atingem ao menos 17 Estados americanos. Os atos violentos deixaram duas pessoas mortas – um homem, de 19 anos, em Detroit e um policial em Oakland. 

Desde o início da semana, manifestações contra a violência policial e a morte de Floyd são feitas pelo país. Durante confrontos em diversas cidades americanas, manifestantes foram presos e policias ficaram feridos. 

Na noite de sexta-feira aconteceram manifestações em frente à Casa Branca, em Washington. O presidente Donald Trump estava na sede do Executivo americano durante o protesto, que começou em um parque em frente ao edifício, onde algumas de dezenas de agentes do serviço secreto enfileiraram barricadas.  

Segundo a CNN americana, protestos foram registrados em ao menos trinta cidades. Entre elas, Nova York, Washington, Oakland, Houston, Atlanta, Kansas, Detroit, Las Vegas, Denver, San José e Memphis, Boston, Phoenix, Fort Wayne, Lincoln, Milwaukee e Chicago. (Estadão)


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