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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou esta manhã que o governo está monitorando “com muita atenção” a situação do navio carregado com minério, que está encalhado na costa do Maranhão e corre o risco de provocar um novo desastre ambiental no litoral brasileiro. “Diversas equipes, aeronaves e embarcações do IBAMA, Marinha e ANP/Petrobras estão envolvidos na operação”, escreveu Salles no Twitter.

A embarcação, que pertence à empresa coreana Polaris Shipping, sofreu avaria na proa logo depois de deixar o Porto de Itaqui, em São Luís, onde foi carregada com quase 295 toneladas de minério de ferro da Vale. Diante do risco de afundamento, o comandante decidiu encalhar o navio em um banco de areia a cerca de 100 quilômetros da costa da capital maranhense. Os 20 tripulantes foram retirados da embarcação em segurança. 

Nesse momento, enquanto equipes tentam estabilizar a embarcação e evitar seu afundamento, outras equipes atuam para retirar o combustível do navio. Além do minério, o navio MV Stellar Banner carrega mais de 3,5 mil toneladas de óleo combustível. A Petrobras enviou navios especializados em recuperação de óleo (Oil Spill Recovery Vessel), para contenção de um eventual vazamento.

Até o momento, não há indício de vazamento de óleo. “A coloração que aparece na superfície da água em algumas imagens ao redor do navio é de óleo residual, que se desprende de qualquer embarcação”, afirmou Marcelo Amorim, coordenador geral substituto de Emergências Ambientais do Ibama. O órgão ambiental está realizando dois voos diários sobre a área com uma aeronave que detecta manchas de óleo.

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De acordo com Amorim, o navio está estável e ancorado, o que reduz a possibilidade de movimentação. Uma equipe de mergulhadores deve realizar um mergulho de inspeção no domingo ou, no mais tardar, na segunda-feira. O objetivo é verificar in loco a real gravidade da avaria. “Só depois dessa avaliação será possível dizer com mais segurança os próximos passos da operação e quanto tempo ela durará”.

A avaria informada pelo comandante foi na proa, a parte da frente do navio, e o combustível fica na proa (área traseira) e protegido por casco duplo. (Veja.com)


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