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Veja – Diante dos protestos a favor do meio ambiente e contra a mudança climática que se espalham pelo mundo todo, o dicionário Collins elegeu “greve do clima” como a expressão do ano de 2019. O uso do termo aumentou mais de 100 vezes em relação a anos anteriores.

A empresa sediada em Glasgow baseia sua escolha em uma pesquisa anual de sites, jornais, revistas e redes sociais para ver quais palavras em inglês registraram o aumento mais significativo em seu uso.

O termo, associado especialmente a um movimento global pelo clima liderado pela ativista sueca de 16 anos Greta Thunberg, descreve protestos nos quais adolescentes faltam às aulas, ou adultos se ausentam do trabalho, para pleitear uma ação mais rápida contra as ameaças climáticas.

Jovens ativistas disseram que viram a declaração do dicionário como um sinal de que seus esforços para aumentar a conscientização a respeito dos riscos climáticos estão funcionando.

“Isso realmente mostra o impacto que os jovens vêm tendo ao enfatizar o reconhecimento da crise climática”, disse Jake Woodier, ativista e organizador da UK Student Climate Network.

As greves climáticas deste ano — inclusive em setembro, durante a cúpula do clima convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) — atraíram milhões de participantes de todo o globo.

O primeiro uso documentado de “greve do clima” ocorreu em 2015, quando foi empregado para descrever uma manifestação em massa que coincidiu com uma conferência da ONU na qual o histórico Acordo de Paris para a contenção da mudança climática foi adotado, informou a empresa responsável pelo dicionário.

Woodier disse esperar que a designação incentive ativistas do clima a continuarem pressionando autoridades públicas, particularmente agora que as eleições britânicas de dezembro se aproximam.


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