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O jejum intermitente promove uma desintoxicação no organismo, melhora a disposição e a agilidade mental. Este tipo de protocolo alimentar consiste em não ingerir alimentos sólidos entre 16 e 32 horas algumas vezes por semana de forma programada. Em seguida se volta a alimentação habitual, que deve, de preferência, estar baseada em alimentos com baixo teor de açúcar e gorduras.

Para conseguir os benefícios do jejum intermitente, a estratégia mais comum é começar por ficar sem comer por 14 ou 16 horas, apenas ingerindo líquidos, como água, chá e café sem açúcar. Este estilo de vida só é aconselhado para pessoas saudáveis e, ainda assim, deve ser seguido apenas depois do consentimento e apoio de um médico ou profissional de saúde para garantir que seja bem feito e não prejudique a saúde.

Principais tipos de jejum intermitente

Há maneiras diferentes de conseguir fazer este tipo de privação, embora, em todas elas, se realize um período de restrição de alimentos e um período em que se pode comer. As principais formas são:

  • Jejum de 16h, que consiste em ficar entre 14 e 16 horas sem comer, incluindo o período do sono, e comer nas 8 horas restantes do dia. Por exemplo, jantar às 21h e voltar a comer às 13h do dia seguinte.
  • Jejum de 24h, é feito por um dia inteiro, por 2 ou 3 vezes por semana.
  • Jejum de 36 horas, que consiste em ficar um dia inteiro e mais metade do outro dia sem comer. Por exemplo, comer às 21h, passar o dia seguinte sem comer, e voltar a se alimentar às 9 da manhã do outro dia. Este tipo deve ser feito por pessoas mais habituadas a ficar de jejum e sob orientação médica.
  • Comer 5 dias e restringir 2 dias, que significa comer por 5 dias da semana normalmente e, em 2 dias, reduzir a quantidade de calorias para cerca de 500.

No período em jejum, estão liberados água, chás e café, sem a adição de açúcar ou adoçantes. É comum nos primeiros dias sentir muita fome e, nos dias seguintes, se habituar. Se a fome estiver muito forte, deve-se comer algum alimento leve.

Quais são os benefícios

Os principais benefícios do jejum intermitente são:

  1. Acelerar o metabolismo: ao contrário da crença de que jejum pode diminuir o metabolismo, isso só é verdade em casos de jejuns muito longos, acima de 48h, por exemplo. Nos controlados e curtos, o metabolismo fica acelerado e favorece a queima de gordura;
  2. Regular hormônios como insulina, noradrenalina e hormônio do crescimento: ajuda a equilibrar hormônios associados a perda ou ganho de peso, como, por exemplo, a diminuição da insulina e o aumento da noradrenalina e do hormônio do crescimento;
  3. Não favorecer a flacidez: esta dieta não diminui a massa muscular, ao contrário, ajuda a aumentá-la devido à produção do hormônio do crescimento;
  4. Eliminar células defeituosas do corpo: o organismo torna-se mais ativo para eliminar substâncias e células alteradas, que poderiam causar doenças;
  5. Tem ação anti-envelhecimento: porque estimula o organismo, evitando doenças e fazendo os órgãos e tecidos do corpo viverem mais tempo.

Além disto, ao realizar esta dieta, devido à regulação hormonal, as pessoas podem sentir o cérebro mais alerta e ativo, além de apresentarem sensação de bem estar.

O que comer depois do jejum

Após um período sem se alimentar, é recomendado comer alimentos de fácil digestão e sem excesso de gorduras ou açúcares, para alcançar melhores resultados.

Alimentos aconselhados

Após o jejum, é importante começar ingerindo alimentos como arroz, batata cozida, sopa, purês em geral, ovo cozido, carnes magras grelhadas ou cozidas, que são de fácil digestão. Além disto, quanto mais tempo sem comer, menor deve ser a quantidade ingerida, especialmente na primeira refeição, para garantir uma boa capacidade digestiva e bem estar.

Alimentos desaconselhados

Devem ser evitados alimentos fritos ou preparados com muita gordura, como batata frita, coxinhas, molho branco ou sorvetes, bolachas recheadas ou comida congelada, como lasanha.

Para emagrecer com jejum intermitente, é importante também praticar uma atividade física, como caminhada ou mesmo academia, nunca de estômago vazio e, de preferência, orientada por um profissional de educação física.

Quem não pode fazer jejum intermitente

O protocolo alimentar é contra-indicado em qualquer situação de doença, especialmente em casos de anemia, hipertensão, pressão baixa ou insuficiência renal. Também não deve ser seguido por pessoas que precisam usar remédios controlados diariamente. Outros casos são:

  • Pessoas com histórico de anorexia ou bulimia;
  • Portadores de diabetes;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando.

No entanto, mesmo pessoas aparentemente saudáveis devem se consultar com o médico clínico geral para avaliar como estão as condições do corpo e realizar exames, como os para avaliar a glicemia, antes de iniciar este tipo de dieta. (Com informações do portal Tua Saúde)


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