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Segundo Ministério da Saúde, prevalência de pressão alta no país aumenta conforme idade e acomete seis em cada dez adultos com 65 anos ou mais.
Os sintomas são clássicos: tonteira, dor de cabeça, desmaio, sensação de pressão ou aperto no peito/cabeça e sangramento nasal. Por ser tão popular entre os brasileiros, muitos não hesitam em concluir que se trata da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Neste domingo, 17 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Hipertensão, data criada para conscientizar a população para a prevenção da doença e o tratamento adequado a fim de evitar o desenvolvimento de eventos cardiovasculares.
A doença, muitas vezes silenciosa, é responsável por cerca de 300 mil óbitos por ano, de acordo com dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Em tempos de pandemia, a prevenção e os cuidados com esta doença devem ser ainda maiores, pois os hipertensos estão entre os principais pacientes que podem sofrer complicações pelo novo coronavírus (Covid-19).
De acordo com o médico cirurgião cardiovascular do Hapvida Saúde, Luiz Saraiva, a quantidade de pessoas que sofrem de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) vem se duplicando ao longo dos anos. A HAS é uma é uma doença crônica degenerativa multifatorial caracterizada pelo aumento dos níveis pressóricos acima de 135/85 mmhg e de caráter sustentado.
Uma das maiores preocupações dos profissionais de saúde é que a maioria dos casos de HAS são assintomáticos na fase inicial. “As complicações da doença dependem dos órgãos atingidos. A princípio a HAS pode acometer quase todos os órgãos do corpo, sendo assim pode levar a insuficiência renal, cegueira total ou parcial, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros”, complementa Luiz.
A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônica por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde apontou que o percentual de brasileiros com hipertensão subiu de 22,6%, em 2006, para 24,5%, em 2019. A doença, segundo o levantamento, é mais comum entre as mulheres (27,3%) em comparação aos homens (21,2%). Outro dado que chama a atenção é que a prevalência da hipertensão no Brasil aumenta conforme a idade e chega a acometer 59,3% dos adultos com 65 anos ou mais.
Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é um dos fatores de risco para a Covid-19. A doença não aumenta a chance da pessoa se contaminar, mas pode desencadear complicações mais graves caso seja infectada pelo novo coronavírus.
Efeitos neurológicos
Segundo Saraiva, diversos estudos provaram uma relação positiva entre demência e HAS. “Várias teorias tentam explicar essa relação. Em teoria, a HAS levaria a microinfartos cerebrais ao longo de anos, e estes podem levar à demência”, pondera o médico. O tratamento da hipertensão arterial tem o objetivo de normalizar os valores pressóricos. “Isso deve ser obtido através de um tripé: terapia medicamentosa, alimentação e melhora dos hábitos diários como início de atividade física, abandono do cigarro, etc.”, complementa.
A faixa etária com a maior incidência de pressão arterial é a dos idosos, porque neles ocorre a diminuição da capacidade de elasticidade das artérias (endurecimento arterial) devido ao processo de aterosclerose. “Porém vale ressaltar que atualmente a HAS tem acometido pacientes cada vez mais jovens”, assegura Saraiva. A prevenção, de acordo com o médico, se resume a melhoria dos hábitos de vida. “Vale adotar uma alimentação saudável, controle do peso, moderação do consumo de álcool, interrupção do fumo, evitar momento de estresse e curtir momentos de prazer”, finaliza o especialista.
Qualidade de vida
A alimentação saudável, aliada a exercícios físicos, é um dos principais fatores que levam ao controle da pressão arterial. O consumo de sódio é um dos principais hábitos alimentares que levam à hipertensão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a quantidade de sódio não seja superior a dois gramas por dia – o que equivale a cinco gramas de sal. A média global, ainda segundo a OMS, é de 9 a 12 gramas por dia.
A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente um profissional de saúde especializado pode determinar o melhor método para cada pessoa.  

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