Nos bastidores políticos circulam a informação de que Capitão Alberto, Coronel Menezes e Delegado Pablo, sejam possíveis candidatos do Presidente Bolsonaro (Montagem Fato Amazônico)
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A declaração do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, de que o presidente Jair Bolsonaro disse a correligionários que não vai subir em palanque de candidatos e não usará a “caneta Bic” para interferir nas disputas municipais em 2020, caiu como “água no chopp” de vários pré-candidatos que anunciavam o apoio do “Capitão”.

De acordo com o ministro, a informação de que o Aliança pelo Brasil praticamente não tem chance de sair do papel a tempo de disputar as eleições de 2020, foi que levou o presidente a falar aos correligionários que não vai subir em palanque.

“O presidente não vai botar a mão nessa cumbuca”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Governo. “No Rio, todo mundo fala que o candidato dele é o Crivella. Será?”, perguntou, em referência ao prefeito Marcelo Crivella (PRB), hoje muito impopular, segundo pesquisas.

Em Manaus, nos bastidores políticos, circulam a informação de que o coronel reformado do Exército Brasileiro, Alfredo Menezes, nomeado em fevereiro de 2019 para comandar a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), seria o pré-candidato de Jair Bolsonaro (Sem Partido) à Prefeitura de Manaus; mas diante da declaração do ministro-chefe da Secretaria de Governo, isso pode apenas ser boato e Menezes poderá não ter o apoio do Palácio do Planalto.

Mas não é apenas no nome de Menezes que se fala em Manaus em apoio de Bolsonaro, os deputados federais Delegado Pablo (PSL) e Capitão Alberto Neto (Republicamos), também se intitulam candidatos do presidente, mas diante da declaração ministro-chefe da Secretaria de Governo, o discurso de ambos poderá ter de mudar caso queiram ser pré-candidatos à Prefeitura de Manaus.

Os parlamentares amazonenses eleitos em 2019 fizeram campanhas acirradas para Jair Bolsonaro no Amazonas e esperavam contar com o apoio do presidente Bolsonaro.

Presidente não quer se indispor

Articulador do Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo admitiu que Bolsonaro sabe que tanto pode eleger alguém, como perder capital político caso o seu apadrinhado não decole.

Nesse caso, a derrota seria atribuída ao governo. “Então, isso é uma faca de dois legumes”, brincou Ramos.

Recentemente, ao comentar a saída do PSL, Bolsonaro disse que sua participação nas campanhas de 2020 será definida pelo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No seu diagnóstico, o Aliança pelo Brasil tem apenas “1% de chance” de conseguir ser criado até o fim de março de 2020, prazo necessário para conseguir concorrer às eleições.

“Por enquanto eu estou livre, estou solteiro. Não vou casar”, afirmou o presidente.

A decisão de Bolsonaro foi tomada após líderes de partidos do Centrão avisarem ao Planalto que estão preocupados com o comportamento do governo na campanha pelas prefeituras. Em entrevista publicada no início deste mês, Ramos havia dito que, mesmo se o Aliança não disputasse, Bolsonaro poderia apoiar candidatos nas corridas municipais. O plano era que esses nomes, se eleitos, migrassem depois para o Aliança. Diante da revolta de possíveis novos parceiros no Congresso, porém, Bolsonaro arquivou a ideia. Por enquanto…


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