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Informações vazadas da operação Vertex -uma fase da Maus Caminhos – e publicadas na última quarta-feira (11), pelo Jornal A Crítica, apenas confirmam o que todos já sabiam no Amazonas e no restante do país: o senador Omar Aziz (PSD), ex-governador do Amazonas, alimentou durante uma boa penca de tempo, um bem montado esquema de propina para garantir a sobrevivência do Instituto Novos Caminhos (INC) no poder.

De acordo com as informações obtidas pelo jornal da família Calderaro, a propina paga a Omar Aziz era de R$ 500 mil por pagamento recebido pelo INC, do médico e empresário Mouhamad Moustafa, que assinou com o estado, no governo do então governador, contrato milionário de gestão de três unidades hospitalares do Estado.

A informação do jornal A Crítica é clara e não deixa margem à dúvida. Por cada pagamento pago ao “primo” – esse era o termo usado por ambos na confidencialidade dos negócios feitos com o dinheiro público -, Omar Aziz faturava R$ 500 mil.

Pois é. Assim fica bem mais fácil explicar pujante e meteórica riqueza.

Como as fantasias produzidas com o uso das milagrosas varinhas de condão em menos de 30 anos de vida pública, a simples família Aziz passou a ostentar poder e grandes fortunas no estado do Amazonas.

Riqueza para ninguém botar defeito – palacetes, carros importados, negócios da China, diga-se de passagem, já relatado e publicado pela mídia local neste ano.

Querem saber quanto recebeu o primo Mouhamad Moustafa no período de 2014 e 2015, segundo relatório da Polícia Federal que A Crítica teve acesso?

Então anote aí: R$ 276 milhões!

E quem era o governador à época?

Anote aí: Omar Abdiel Aziz e família.

Omar Aziz assumiu o governo em abril de 2010, com a saída de Eduardo Braga (MDB) para disputar o Senado, e deixou o posto em março de 2014 para concorrer à eleição de senador. 

De acordo com a delatora Priscila Marcolino, Omar Aziz era o único do esquema de propina que, invariavelmente, rebebia o seu quinhão de Mouhamad mesmo sem ter pago a INC.

Click no link e leia a matéria completa.

A informação foi prestada pela gerente financeira da INC, cunhada e braço direito de Mouhamad, Priscila Marcolino, em acordo de delação premiada.

Priscila Marcolino disse, em depoimento, que tanto Omar quanto outros agentes públicos ou auxiliares, recebiam valores em proporção definida no início do funcionamento do esquema, que guardavam correspondência aos pagamentos mensais contratados com o INC.

Omar Aziz assumiu o governo em abril de 2010, com a saída de Eduardo Braga (MDB) para disputar o Senado, e deixou o posto em março de 2014 para concorrer à eleição de senador. Entre 2014 e 2015, o INC recebeu R$ 276 milhões do governo.

De acordo com a delatora Priscila Marcolino, Omar Aziz era o único do esquema de propina que, invariavelmente, recebia o seu quinhão de Mouhamad mesmo sem ter pago a INC.


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