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METRÓPOLES – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) detectou em julho do ano passado a necessidade de alocar mais 13,5 mil servidores para atender os pedidos de aposentadoria dentro do prazo legal, além dos paralisados. Na época, o número de benefícios parados foi estimado em 1,4 milhão. Hoje, está em 2 milhões.

O governo federal preparou uma força-tarefa para acelerar a análise de requerimentos atrasados. Entre as propostas está a realocação de 7 mil militares da reserva para o INSS.

A constatação do instituto está em auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU). O Metrópoles mostrou que o órgão foi alertado por uma série de falhas no INSS Digital.

As fragilidades na plataforma digital interferem na análise de benefícios e têm deixado segurados esperando por tempo maior do que o prazo legal. No ano passado, o INSS tinha 24 mil servidores. Desses, apenas 3,6 mil atuavam diretamente na análise de benefícios.

“Seriam necessários mais de 13,5 mil servidores para atender a demanda de novos requerimentos no prazo legal, além do estoque apurado”, apresenta resolução do INSS.

O Metrópoles procurou o INSS, que não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço continua aberto.

Questionado pela CGU, o INSS informou que os estudos são preliminares e foram realizados internamente, conforme aparece no documento.


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