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Por Luciana Santana Diniz e Luana Telles (Notícias adventistas.org) – A desbravadora Fátima Nazaré é surda e participa de um campori pela primeira vez. Para ela chegar até aqui enfrentou alguns desafios! Um deles, foi trabalhar em vários lugares e enfrentar a falta de acessibilidade para conseguir os recursos. Assim como ela, outros surdos também se inscreveram no evento, e foi a partir daí, que surgiu o projeto de traduzir todas as músicas e palestras para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Democratizar o conteúdo do VII Campori de Desbravadores para os estados do Amazonas e Roraima e fazer a pregação do evangelho chegar a todos, sem distinção. Pensando nisso, toda a programação do evento foi traduzida em LIBRAS para os surdos presentes e aos que tinham acesso à transmissão online através da fanpage e do canal do youtube Adventistas Amazonas Roraima.

“Enfrentamos muitos desafios em nosso cotidiano. Ter acesso à mensagem durante todos estes dias mudou a minha vida. A interpretação em LIBRAS era constante nos telões no palco”, ressalta Fátima.

De acordo com o responsável pelos desbravadores para os estados do Amazonas e Roraima, pastor Alan Ferraz, este Campori tem um diferencial ao incentivar e promover a inclusão de surdos não apenas no grande acampamento, mas na rotina dos Clubes. “Neste ano, o nosso intuito é reforçar a ideia de que precisamos incluir todas as pessoas em nossas atividades, independente da sua limitação. Por isso, estamos buscando recursos! Toda a nossa programação, neste ano, está sendo traduzida para LIBRAS para os desbravadores surdos aqui presentes e para os que estão em casa através da nossa transmissão via do facebook”, coloca.

Para a responsável pelas traduções em Libras do Campori, Juliana Martins de Souza, é de suma importância que os Clubes de Desbravadores busquem em suas comunidades crianças e adolescentes surdos para participarem das reuniões dos clubes.  “Os juvenis surdos têm as mesmas necessidades de brincar, serem aceitos, fazer novas amizades como todos os adolescentes. Por isso, busquem essas pessoas em seus bairros para serem desbravadores também”, diz.

O Clube de Desbravadores Nova Jerusalém de Manaus existe há 36 anos e há 5, desenvolve o Ministério de Surdos na igreja, o que atraiu 4 desbravadores surdos ao Clube. A professora e tradutora intérprete voluntária do campori, Rafaelly Passos, enfatiza que o fato do Clube ter uma especialidade em Libras atrai este grupo. “Dentro do Clube existe a especialidade de Libras básico e avançado. A liderança e os desbravadores podem buscar recursos fora também para se comunicar com os surdos. Assim, a comunicação será mais eficaz e mais pessoas serão alcançadas”, afirma.

“Queremos ter também nos eventos uma equipe maior que possa atender não só as necessidades das pessoas surdas, mas criar ferramentas para atender outros grupos, que podem ser alcançados pelos desbravadores”, finaliza pastor Alan.


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