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Membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas e defensor das populações tradicionais, o deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) discorda do pensamento do governo federal, que estuda rever as demarcações indígenas no país. O desejo foi externado na quinta-feira passada, 29 de agosto, pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva do Exército, Augusto Heleno.

Em viagem neste final de semana ao município de São Gabriel da Cachoeira (AM), no extremo norte do Brasil, local em que reúne tribos de mais de 23 etnias indígenas, Sidney Leite ressaltou a importância dos povos indígenas, de seus conhecimentos, de sua cultura e história para o país.

Numa metáfora, o parlamentar ressaltou que o Amazonas possui algo simbólico para o Brasil e o mundo: o Encontro das Águas, em que os rios Negro e Solimões, que são rios diferentes, de cores diferentes e temperaturas diferentes, não se misturam, mas convivem e se respeitam de forma amistosa.

“Essa discussão de rever terras indígenas, isso é um discurso de quem não tem uma proposta clara e não conhece, efetivamente, a Amazônia. Nós não temos nenhum problema com os povos indígenas”, disse Leite.

O parlamentar enfatiza que as riquezas naturais e minerais do Estado podem ser exploradas com baixo impacto ambiental, mas para isso, a legislação mineral do país precisa ser revista e atualizada, com tecnologia e diagnóstico correto “e é importante que o Brasil e o mundo entendam isso também”.

“Infelizmente, o Brasil nos enxerga como brasileiro de terceira categoria, como se aqui fosse uma reserva de mercado e o mundo nos vê como o pulmão do mundo. Fora isso, não compreendem que aqui existem homens, mulheres, jovens e crianças que sonham, que pensam, que lutam, que trabalham, para ter uma vida melhor e com dignidade”, enfatiza.

Leite reforça que o Amazonas possui um importante espaço para se produzir tecnologia para a exploração correta da biodiversidade: o Centro de Biotecnologia da Amazônia, que poderia se tornar um Centro de Bioeconomia.

O parlamentar defende uma sustentabilidade ambiental, mas também social para que se possa contribuir com o desenvolvimento e a exploração com racionalidade. “Não é com miséria, com pobreza, que vamos garantir e preservar a Amazônia”, finalizou.


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