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O delegado Paulo Hakim, acompanhado de um promotor do Ministério Público de Santa Catarina, ouviu nesta quinta-feira os depoimentos de alguns jogadores do Figueirense presentes na invasão por parte da torcida no último sábado, durante um treino no estádio Orlando Scarpelli, que acabou com alguns funcionários do clube com ferimentos leves. Não foi divulgado o número de atletas que compareceram à delegacia.

Para evitar divulgação de imagem, os jogadores entraram na delegacia por um acesso reservado e acompanhado por uma assistente jurídica do Figueirense. A Polícia Civil recolheu os depoimentos e dará continuidade à investigação para localizar os envolvidos. Até a tarde desta quinta-feira, ninguém foi preso.

Nos relatos, os jogadores confirmaram as versões expostas nas redes sociais em cima das agressões sofridas e da tentativa de serem atingidos por fogos de artifícios. Não se sabe, porém, se foi confirmada a versão do técnico Elano, que, mais de uma vez, relatou que os envolvidos carregavam armas de fogo.

O Figueirense, que já emitiu uma nota oficial condenando a ação de seus torcedores, não abrirá as portas do Orlando Scarpelli para torcida organizada até que o inquérito seja concluído. Ou seja, faixas e bandeiras não serão vistos dentro do estádio nos próximos jogos do clube na Série B do Campeonato Brasileiro.

O CASO

Na tarde do último sábado, cerca de 40 torcedores invadiram o estádio Orlando Scarpelli, através do portão 8, que ficou totalmente danificado. Em campo, entraram em conflito com jogadores e membros da comissão técnica que realizavam treinamento no local.

A assessoria de imprensa do clube informou que algumas pessoas tiveram ferimentos leves, mas que foram tratadas pelo próprio departamento médico, sem revelar se eram jogadores ou outros funcionários.

A confusão refletiu dentro do próprio elenco. O atacante Pedro Lucas pediu para deixar o clube e retornar ao Internacional. O Figueirense realizou Boletim de Ocorrência ainda no sábado e segue buscando uma punição aos infratores, tanto que esteve na última terça-feira com o procurador-geral do Ministério Público de Santa Catarina. (Estadão)


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