Foto Marlene Bergamo/Folhapres
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Em artigo publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (4), o jornalista Juca Kfouri saúda a participação das torcidas organizadas, que têm se apresentado nas manifestações como antifascistas.

O jornalista lembra atletas que tiveram histórica participação e pergunta: “não bastaram Muhammad Ali, Doutor Sócrates e LeBron James?” e prossegue: “Ou meio século de profissão ouvindo de ouvintes e telespectadores, e lendo de leitores, que esporte e política não se misturam?”

Juca Kfouri, um estudioso no assunto da violência nos estádios, alerta aos que “lembraram da violência como marca registrada dos torcedores organizados” que os “generalizadores, com certa razão, desconhecem, no entanto, os estudos e pesquisas sobre violência das organizadas, todos a demonstrar ser de, no máximo, 7% os membros violentos, impunes por inépcia das autoridades”.

Juca ainda recorda “a história recente do Brasil ter na Democracia Corinthiana um exemplo de cidadania na campanha pelas Diretas Já!, além das quatro linhas dos gramados”.

E pergunta se “só os bolsominions podem tomá-las irracionalmente com palavras de ordem pela barbárie em plena pandemia?”

E chama a atenção para o fato do “bando de loucos” estar nas ruas “também disposto a defender suas bandeiras, com a inestimável vantagem de serem iluministas”.

O experiente jornalista alerta que “será preciso não cair em provocações, não dar aos fascistoides a desculpa esfarrapada para golpear as instituições como sempre desejaram”.

E lembra que “as torcidas cariocas prometem manifestação neste domingo (7) ainda maior que a paulista, interessante desafio do bem para a tradicional rivalidade interestadual”.

Ao final, lança a dúvida do milhão: “resta saber se a PM será neutra, como é seu dever, ou se mais uma vez servirá aos capachos dos que buscam entrar de sola na jovem democracia brasileira”.

E encerra com a bela frase cunhada de dentro da Gaviões, torcida do seu time do coração: “Porque aqui tem um bando de loucos, loucos por ti, Brasil!”


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