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A obra de reconstrução da orla fluvial do município de Boa do Acre (a 1.028 quilômetros de Manaus), que custou aos cofres públicos R$ 8 milhões e 100 mil, num convênio do Governo Federal e o Estadual, através do Ministério da Integração, que iniciou em junho do ano passado, ainda não gestão do ex-governador Omar Aziz (PSD), e deveria ter sido entregue em dezembro, está paralisada.

O abandono da obra foi detectado na visita do deputado estadual José Ricardo (PT), que mantém a fiscalização nos municípios amazonenses e ao ir a Boca do Acre, viu os sérios problemas com a enchente, parece estar abandonado pelos governantes.

De acordo com as obras estão paralisadas, sem previsão ainda de conclusão. “Além disso, famílias que moravam no entorno estão reclamando do não pagamento das indenizações. Estamos cobrando do Estado para que essa obra seja logo concluída e que o direito dos cidadãos seja respeitado, garantindo um local mais seguro a moradores e turistas”, disse o parlamentar.

Outros problemas

Dentro dos problemas do município José Ricardo destaca ainda os sérios que vive o hospital, prejudicando o atendimento à população; ruas da cidade esburacadas, bem como da BR-317, que dá acesso à cidade; na educação, escolas sem bibliotecas, sem merenda e funcionando em local inadequado; e na área da segurança, poucos policiais fazendo a ronda do local, uma vez que o Programa Ronda no Bairro ficou apenas na promessa.

De acordo com ele, o hospital de Boca do Acre também é motivo de preocupação, com infiltrações e problemas de alagamentos, uma vez que foi construído num nível abaixo da rua. “As instalações são precárias, com poucos médicos, enfermeiros e demais auxiliares. O mamógrafo está instalado, mas não funcionando para a realização de exames de prevenção do câncer de mama. A situação é dramática e agora os funcionários estão com medo até de denunciar esse descaso, já que podem ter represálias”. Na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o pleito principal fica por conta da ampliação e reforma do prédio construído há 12 anos.

E um dos graves problemas no município são os inúmeros buracos encontrados na sede da localidade. “Esse problema é municipal, mas não poderia ficar calado. A cidade está arrasada, com muita lama, totalmente abandonada pela Prefeitura”. Da mesma forma está a BR-317, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit).

“Como não conseguem fazer essa manutenção periódica? Falta um trabalho de prevenção e iremos cobrar também do Governo Federal”, completou José Ricardo.


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