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Um jovem de 20 anos foi morto durante um torneio de futsal na última sexta-feira (14), no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, Caio Gabriel Vieira da Silva participava da ação comunitária quando policiais militares tentaram interromper o evento. Ele foi atingido por quatro tiros de fuzil nas costas. Com informações de Metrópoles

Vídeos gravados por moradores e publicados nas redes sociais mostram os PMs utilizando bombas de efeito moral para dispersar os participantes do evento, que reunia cerca de 300 moradores. Stellinha Moraes, fundadora de uma ONG que atua no morro, publicou um deles, em que acusa os agentes de terem “jogado bombas em crianças”.

Nas redes sociais, moradores pedem explicações sobre a ação da PM, já que o Supremo Tribunal Federal proibiu operações policiais nas comunidades do Rio durante a pandemia. A polícia argumenta que não houve operação e, sim, um confronto. Eles acusam Caio e o outro homem morto na ação de serem criminosos. Além disso, a corporação argumenta que os dois estavam em posse de drogas e armas no momento da ação.

Contudo, Caio usava uma regata no momento dos disparos (imagem em destaque) e imagem da peça de roupa tem sido usada por testemunhas para desmentir a versão da PM. De acordo com testemunhas, a camiseta foi retirada pelos agentes antes que o garoto fosse levado ao hospital. No tecido branco, todo manchado de sangue, está a inscrição do time Guerreiros da Vila, do qual fazia parte.

A mãe de Caio também refuta as acusações da polícia carioca. “Para a polícia, todo mundo é traficante. Mora na comunidade, é bandido, é traficante. Isso aí ele nunca foi. Ele foi alvejado pelas costas”, lamentou Aline Vieira Pimentel, auxiliar de serviços gerais, em entrevista ao portal UOL.


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