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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou na terça-feira 7 que a Netflix “suspenda imediatamente” a exibição do Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo. A decisão liminar foi concedida pelo desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do TJ-RJ, a pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura — uma entidade conservadora católica.

Na decisão, o desembargador diz que o pedido para retirar o programa do ar é “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do agravo”.

A Justiça determinou ainda uma multa diária de 150.000 reais se a decisão não for acatada.

O programa, que estreou em dezembro, tem revoltado religiosos no Brasil — culminando em um ataque com bombas contra a sede da produtora dos comediantes.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira 7 que a Netflix “suspenda imediatamente” a exibição do Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo. A decisão liminar foi concedida pelo desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do TJ-RJ, a pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura — uma entidade conservadora católica.

Na decisão, o desembargador diz que o pedido para retirar o programa do ar é “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do agravo”.

A Justiça determinou ainda uma multa diária de 150.000 reais se a decisão não for acatada.

O programa, que estreou em dezembro, tem revoltado religiosos no Brasil — culminando em um ataque com bombas contra a sede da produtora dos comediantes.

O desembargador confessa ter assistido ao episódio “rapidamente” e diz que o roteiro “configura ato de intolerância religiosa e discurso de ódio, ao retratar, às vésperas do Natal, Jesus Cristo como um homossexual pueril, namorado de Lúcifer, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído por Deus”, argumentando que o filme tem como intento primário “a depreciação da fé alheia”.

A trama do especial satiriza uma parte específica da Bíblia (Evangelho de Lucas 4,1-13). O início do ministério de Jesus, quando ele se recolhe em jejum de 40 dias no deserto e é tentado por Satanás. Na trama, Jesus, interpretado por Gregório Duvivier, leva para casa um amigo esquisito, interpretado por Fábio Porchat, com quem vive um romance gay espantando José, Maria, os reis magos e até Deus. O especial motivou diversos abaixo-assinados — alguns chegaram a marca de 1 milhão de assinaturas.

Procurada, a Netflix disse que não vai se manifestar sobre o caso por enquanto. (veja.com)  


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