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No dia em que o Brasil foi considerado o segundo país com o maior número de mortes diárias por COVID-19 no mundo e o oitavo em número de infectados, é essencial reforçar a importância de um ato simples, que, segundo a Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), evita riscos de transmissões cruzadas de micro-organismos, entre eles, do novo coronavírus, podendo auxiliar no achatamento da curva de contágio: lavar corretamente as mãos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática também impede, em até 40%, as chances de se contrair outras doenças como gripe, diarreia, infecções estomacais, conjuntivites e dores de garganta.

Na semana em que comemorou-se o Dia Mundial de Higiene das Mãos (5 de maio), a presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira Karina Barros, reforça que a prática deve ser estimulada, tanto em ambientes de trabalho, quanto domésticos. “Em especial, no período de pandemia do novo coronavírus, no qual as ações de enfrentamento e controle da COVID-19, são tão necessárias e ajudam a salvar vidas”, frisou.

De acordo com ela, apesar de já haver protocolos voltados à estimular a lavagem das mãos em unidades de saúde, nos últimos meses, gestores e profissionais da área têm reforçado junto a pacientes e familiares atendidos no SUS (Sistema Único de Saúde), a importância da sua manutenção. “Após esse período difícil que enfrentamos, acreditamos que a correta higienização das mãos com água e sabão vai virar um hábito comum à população e vamos conseguir reduzir outros indicadores negativos no futuro”, assegurou.

No ambiente hospitalar, a lavagem das mãos evita as chamadas  infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), como as conhecidas infecções hospitalares, e garante maior segurança tanto ao paciente, quanto aos profissionais que lidam, no dia-a-dia, com inúmeras doenças transmissíveis.

“O simples ato de apertar a mão de alguém, pode levar à disseminação de vírus e bactérias. No caso do coronavírus, há indícios científicos de que uma pessoa pode transmiti-lo a outras três, dependendo do contato. E a lavagem das mãos com água e sabão, limpando embaixo das unhas e estendendo a higienização até os pulsos, pode barrar essa avanço. Não havendo água e sabão disponível, a indicação é o uso do álcool gel 70%, que tem ação antisséptica e também colabora para a redução do contágio”, explicou Karina Barros.

De acordo com ela, a equipe de enfermeiros da Segeam, que atua na atividade-fim na rede pública de saúde, tem recebido, periodicamente, orientações sobre as atualizações de protocolos, com base em informações fornecidas pelas autoridades em saúde em nível global. Os enfermeiros estão presentes, por exemplo, nos Pronto-Socorros geridos pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), considerados unidades de “portas abertas” para o acolhimento e admissão de pacientes suspeitos de COVID-19.


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