O senador Eduardo Braga, líder do MDB no Senado é contra pontos do pacto federativo defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes
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A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, de retirar os gastos obrigatórios mínimos para saúde e educação vai encontrar resistência no Senado. O líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), afirmou ao Congresso em Foco na segunda-feira (28) que, “se depender” dele, essa proposta não passa no Senado.

“O governo sabe da nossa posição, eu não tenho entendimento em relação à desindexação da saúde, educação, segurança, fundo do Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Não há consenso em relação a isso”, disse o emedebista.

A sugestão deve constar do pacote de reequilíbrio fiscal que os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), prometem apresentar nesta terça-feira (29).

Para o representante do MDB na Casa, o governo do presidente Jair Bolsonaro precisa ofertar estímulo ao crédito para aumentar o consumo antes de oferecer mais medidas de corte de despesas.

“Antes de nós senadores propormos qualquer outro sacrifício à população, é preciso que o governo proponha medidas que possam destravar a política monetária, ou seja, expansão de crédito, redução da taxa de juros, sem o que não haverá crescimento econômico. Entendemos que não é possível pedir mais sacrifícios sem que se encaminhe a retomada do crescimento econômico”, declarou o senador.

Assim como disse o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) ao site na quinta-feira (24), Braga afirma que o governo precisa construir acordo no Legislativo antes de apresentar propostas: “Sempre digo ao governo uma única coisa quando eles me consultam, não sou da base, vocês têm voto para essa proposta? Se têm voto, apresentem, se não têm, não contem com os nossos, não vamos apoiar essa proposta”.

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), vê como positivo não haver mais gastos mínimos para essas áreas nos governos estaduais, mas faz ressalvas:

“Procede na medida em que você tem lugares onde cumprir o mínimo de gastos para a educação sobra dinheiro e tem que inventar gastos desnecessários ao mesmo tempo que na saúde sempre falta. Deixa a responsabilidade para o governante, sem amarras . O ruim é que o mal governante poderá sucatear as duas áreas”.

O senador Irajá Abreu (PSD-TO) disse ser contra reduzir investimentos em saúde e educação e apontou como foco na área econômica as reformas administrativa e tributária. (Congresso em Foco)


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