Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Em visita a Parintins, neste fim de semana, o deputado Luiz Castro (PPS), verificou o descaso da Prefeitura Municipal com a situação crítica da lixeira da cidade. O “aterro controlado”, onde é despejado todo tipo de resíduo, sem nenhum cuidado, atrai insetos, animais e centenas de urubus.

Localizado numa área próxima do aeroporto Júlio Belém, o lixão a céu aberto representa riscos para o tráfego aéreo, por conta da presença dos urubus, além de causar danos ao meio ambiente pela contaminação do solo e poluição do ar. O professor universitário, Paulo Arcanjo, que acompanhou a visita, disse que a Prefeitura investiu recentemente R$ 2 milhões na lixeira, mas nenhuma obra, ou sistema de tratamento no descarte dos resíduos foi realizado.

Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Luiz Castro constatou também as condições desumanas de trabalho do vigilante que atua no lixão, exposto ao perigo de contrair doenças e com salário reduzido, na atual gestão municipal, que ainda retirou do local as máquinas que ordenavam o descarte do lixo. “Parintins é uma cidade pólo do baixo Amazonas, com uma rica produção cultural, que atrai turistas do mundo inteiro e não merece essa situação de total descaso com a destinação do lixo e com o meio ambiente”, criticou Luiz Castro.

O lixão, segundo o deputado, não atende as exigências mínimas de um aterro controlado. Ele reconhece que a construção de um aterro sanitário tem um custo elevado, mas afirma que a Prefeitura precisa tomar medidas urgentes para minimizar os impactos ambientais da lixeira. “Outra medida é apoiar a coleta seletiva, que vai ajudar a diminuir os resíduos despejados no lixão”, defende o deputado. Ele lembra que a política nacional de resíduos sólidos estabelece um prazo até agosto para o fim dos lixões, e ressalta que os prefeitos precisam buscar alternativas para o descarte adequado do lixo urbano.

A visita contou ainda com a presença de representantes da coordenação do Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável (MNCR) e da Associação de Catadores de Lixo de Parintins (Ascalpin).


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •