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A ex-prefeita de São Paulo e hoje pré-candidata a vice de Guilherme Boulos na mesma cidade, Luiza Erundina (PSOL) compartilhou em entrevista ao Universa alguns dos preconceitos que sofreu quando foi eleita prefeita na capital paulista, em 1988.

A deputada diz ter sofrido diversas ameaças por ser mulher e nordestina. Ela deixou a Paraíba em 1971 perseguida por agentes da ditadura enquanto militava em movimentos sociais.

“Recebia em casa cartas com palavras ofensivas e até com fezes. Muito pelo fato de ser nordestina. Tinha pena. Como a pessoa se dava ao trabalho de ir ao banheiro e fazer isso? A elite paulistana não se conformou por eu derrotar Maluf, Serra e Quércia, e ameaçavam colocar bomba na minha sala”, conta.

Para Erundina, o machismo dos próprios partidos faz com que o Brasil ocupe a 152ª posição, de um total de 192 países, no ranking de representatividade feminina na Câmara dos Deputados. Outro fator, segundo ela, é a questão cultural.

“O menino cresce exercendo liderança na relação com outros meninos. O foco da vida dele não é o privado nem o doméstico. Enquanto as meninas começam, desde cedo, a dividir com a mãe o trabalho doméstico”, exemplifica.

“E, se o homem puder impedir que a mulher se eleja a algum cargo, ele o fará. Porque vaga ocupada pelas mulheres significa menos homens no poder. Sempre me indagavam quem era o homem que governava por mim”, finaliza. (Revista Fórum)


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