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Veja – O Chile foi novamente tomado por protestos contra o governo Sebastián Piñera na terça-feira, 12. O saldo foi de 849 detidos, 46 civis feridos e 19 delegacias atacadas. Segundo a polícia, o dia foi “um dos mais violentos” desde o início dos conflitos, há mais de um mês.

As mobilizações incluíram uma greve geral que levou 248.000 pessoas às ruas em todo o país, com 80.000 apenas na capital Santiago. Mas o dia de protestos também foi marcado por violência, com saques, incêndios e confrontos entre manifestantes e as forças de segurança. 

“Cerca de 1.500 e 2.000 pessoas se dedicaram apenas aos distúrbios, agressão aos policiais e danos à propriedade pública e privada”, disse o general Enrique Monrás, chefe da Área Metropolitana Ocidental dos Carabineros (a polícia militarizada do Chile).

Ele afirmou que cerca de 340 policiais foram feridos e 19 delegacias foram atacadas. O número de civis feridos foi de 46 – dez na capital e 36 no resto do país.

Quanto aos detidos, 209 pessoas foram presas em Santiago e 640 em outras regiões do país. Destes, 325 foram detidos por saques a lojas.

Piñera pede fim dos protestos – com mais policiamento

Em discurso direto do Palácio La Moneda, sede do governo chileno, Piñera disse que “essa situação tem que terminar, e tem que terminar agora”.

O jornal chileno La Nación reportou que, durante o pronunciamento de urgência às 22h30 da terça-feira, o presidente do Chile reforçou a ideia de uma nova Constituição. Piñera explicou que o texto tramitaria dentro da estrutura democrática, com participação dos cidadãos através de um plebiscito ratificante.

Segundo ele, os cidadãos não vão apenas participar da elaboração do novo texto, mas terão também “a última palavra em sua aprovação”. O líder chileno também convocou acordos por paz e justiça.

Enquanto isso, o governo aprovou uma campanha de reintegração de ex-agentes ao Corpo de Carabineiros e à Polícia Investigativa. Serão elegíveis aqueles que saíram das forças recentemente e que tiveram um “excelente serviço”. 


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