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Após ser alvo de ataques da Mario Frias e da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Bolsonaro, Marcelo Adnet voltou a fazer piada do secretário especial de Cultura no Sinta-se em Casa, seu quadro de humor diário na Globoplay.

Na esquete de segunda (7), o humorista ironizou o que chamou de “chilique” de Frias. Primeiro, Adnet aparece imitando o presidente Jair Bolsonaro e afirma: “O Brasil mudou muito […] Acabou mimimi, acabou essa era do politicamente correto, acabou a mamata. Vamos fazer apenas o que é importante, como atacar quem faz piada conosco.”

Na sequência, o comediante faz uma paródia de Frias: “Isso mesmo, presidente. Vivemos uma nova era, sem a cultura do mimimi e do politicamente correto, mas curiosamente vou usar recursos e energia para responder a uma piada que não gostei.”

Em seguida, ao lado de um playground típico de condomínios residenciais, ele cita os mesmos adjetivos que o secretário de Cultura usou para atacá-lo. “Frouxo, sem futuro, criatura imunda. Judas, crápula, troca a amizade verdadeira por um saquinho de dinheiro, ego infantil, solitário, idiota, egoísta, fraco, onde eu cresci não durava um minuto.”

ENTENDA

Na noite de sexta (4), Frias se mostrou muito irritado com a paródia que Adnet tinha feito da participação dele em vídeo da campanha “Um Povo Heroico”, em que o ator e secretário de Cultura louva em tom grandiloquente a história do país.

Nas redes sociais, Frias chamou Adnet de “garoto frouxo e sem futuro”, uma “criatura imunda”, “crápula” e “Judas”. “Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais”, escreveu o ator.

Adnet também virou alvo da Secom. No Twitter, o perfil oficial do órgão escreveu que “infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”.

No vídeo do governo, estrelado por Frias, o secretário diz que “a verdade é que somos um povo heroico e encaramos com um brado retumbante o destino que nos encara” enquanto interage com obras do acervo do Museu do Senado, em Brasília..

Na primeira paródia, Adnet interpreta um Frias perdido, sem saber de que se tratam as obras que toca nem do que está falando. “E essa cadeira bonita, será que Getúlio sentou? Sei lá”, diz o personagem.

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Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando na verdade não passa de uma criatura imunda, cujo o adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula. Um Judas que não respeitou nem a própria esposa traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter. Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais. Pior do que isso: conta vantagem por se considerar melhor que as outras pessoas. Mas isso tudo é só para esconder a solidão em que ele se encontra. Quem em sã consciência consegue conviver no mundo real com um idiota egoísta e fraco como esse? Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão!

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(Folha de S.Paulo)


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