David Dee Delgado/Getty Images/AFP
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A pandemia de coronavírus forçou o cancelamento da maioria dos eventos presenciais para celebrar o orgulho LGBTI+, mas uma marcha em Manhattan, neste domingo (28), levou milhares de pessoas às ruas, em solidariedade a manifestantes que protestavam contra o racismo e a violência policial.

A segunda marcha anual Queer Liberation marcou o final de um mês cheio de eventos presenciais e virtuais em que a comemoração das vidas LGBTI+ se fundiu aos protestos desencadeados pela morte de George Floyd em Minneapolis, no final de maio.

Aos gritos de “sem justiça, sem paz”, uma multidão protestava nas ruas de Manhattan, ao som de música tecno que vinha de um caminhão com dois DJs, um dos quais repetia “vidas negras importam”.

A Coalizão Recupere o Orgulho, que organizou a marcha, fez seu primeiro protesto no ano passado, ao andar em direção oposta à principal parada LGBTI+ de Nova York, rejeitando a presença ostensiva de policiais e de anúncios de grandes corporações na Quinta Avenida.

Neste ano, a marcha foi o principal evento presencial no domingo do orgulho LGBTI+, depois que a parada oficial foi cancelada, em abril, pela primeira vez em seus 50 anos de história.

Ryan Lewis, 28, disse que o evento era necessário para que as pessoas começassem a entender um sistema que vem oprimindo e roubando a história dos negros, inclusive do movimento de orgulho gay.

“Do jeito que é hoje, o orgulho gay é um espaço muito branco, que atende a pessoas heterossexuais”, disse.

Quando a marcha chegou ao Washington Square Park, os manifestantes se ajoelharam, em silêncio. Com informações de Folha de S. Paulo.


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